MPRS fecha acordo e Torreão da Praia Grande será restaurado em até 12 meses

O MPRS firmou acordo com construtora e Prefeitura de Torres para recuperar o histórico Torreão, na Praia Grande, com prazo de até 12 meses após homologação judicial. O Ministério Público…
Torreão

O MPRS firmou acordo com construtora e Prefeitura de Torres para recuperar o histórico Torreão, na Praia Grande, com prazo de até 12 meses após homologação judicial.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) selou nesta segunda-feira (23) um acordo extrajudicial que pode mudar o cenário da orla de Torres nos próximos meses.

O alvo é o Torreão, antiga torre de salva-vidas da Praia Grande — símbolo afetivo para moradores, turistas e veranistas que cresceram olhando para aquela estrutura como referência da beira-mar.

O que prevê o acordo para recuperar o Torreão?

O compromisso foi firmado entre o MPRS, uma construtora ré em ação civil pública e o Município de Torres.

Pelo termo, a restauração será integral e deverá ser concluída em até 12 meses, contados a partir da homologação pelo Judiciário.

A obra inclui:

  • Reforma estrutural completa
  • Serviços de recuperação física da edificação
  • Intervenções necessárias para garantir segurança e uso adequado

A construtora assumiu o aporte de R$ 137,3 mil para custear parte da intervenção.

O valor complementar ficará sob responsabilidade do Município, que utilizará recursos extraorçamentários oriundos de medidas compensatórias.

Por que o Torreão virou peça-chave na ação civil pública?

Em nossas apurações, o que pesou foi a estratégia jurídica.

A empresa é ré em uma ação civil pública que trata de outros fatos. Diante da possibilidade de medidas compensatórias, a recuperação do Torreão foi eleita como forma de recompor danos remanescentes.

A promotora de Justiça Dinamárcia Maciel de Oliveira, que conduziu a audiência, destacou que a solução atende ao interesse público e preserva um equipamento histórico de grande relevância comunitária.

Após a homologação judicial, a ação será suspensa durante o cumprimento das obrigações. Se tudo for executado conforme o acordo, o processo poderá ser extinto.

O que muda na prática para moradores e turistas?

Quem frequenta a Praia Grande sabe: o Torreão não é apenas concreto.

Ele funciona como ponto de encontro, referência geográfica e elemento simbólico da identidade de Torres.

Com a restauração:

  • A estrutura volta a integrar oficialmente o patrimônio da orla
  • Reduz-se o risco estrutural e de degradação
  • Reforça-se o valor histórico e turístico da área

Para o setor imobiliário e turístico, há um efeito indireto: orla valorizada significa destino mais competitivo, especialmente em temporadas de alta procura.

P: Quem vai pagar pela restauração do Torreão?
R: A construtora investirá R$ 137,3 mil, e o Município de Torres arcará com o valor complementar.

P: Qual é o prazo para conclusão da obra?
R: Até 12 meses após a homologação judicial do acordo.

P: O que acontece com a ação civil pública?
R: Ela será suspensa durante o cumprimento do acordo e pode ser extinta ao final.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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