O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) prendeu preventivamente duas mulheres responsáveis por uma escola infantil em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Elas são investigadas por sedar crianças de dois a cinco anos sem prescrição médica e praticar agressões físicas e psicológicas.
A operação, batizada de Operação Dose de Silêncio, foi deflagrada nesta terça-feira (3) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Brigada Militar. As prisões ocorreram em Canoas e Alvorada.
O que a investigação revelou?
Segundo o MPRS, as apurações começaram após mães procurarem a Delegacia de Polícia ao tomarem conhecimento de possíveis irregularidades na instituição.
Durante a investigação, foram reunidos depoimentos, imagens e documentos que indicam:
- Administração de medicamentos sedativos sem prescrição médica;
- Uso de remédios destinados a outras crianças;
- Castigos e condutas consideradas degradantes;
- Negligência na higiene e alimentação;
- Mensagens internas sugerindo aumento de doses.
Imagens anexadas ao pedido judicial mostram crianças aparentemente sedadas e compartilhamento inadequado de utensílios.
Por que a prisão foi decretada?
O pedido foi feito pela promotora de Justiça Karen Mallmann, da 3ª Promotoria Criminal de Alvorada. A Justiça acolheu o pedido ao entender que havia risco à ordem pública e à instrução criminal.
Conforme o Ministério Público, as investigadas teriam tentado influenciar testemunhas durante o curso da apuração.
Os crimes investigados incluem lesão corporal, violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e apuração de possível prática de tortura.
Resumo Rápido
P: O que aconteceu?
R: Duas responsáveis por escola infantil foram presas preventivamente por suspeita de sedar e agredir crianças.
P: Onde ocorreu?
R: Em Alvorada, com prisões realizadas também em Canoas.
P: Quais crimes são investigados?
R: Lesão corporal, violações ao ECA e possível prática de tortura.
O que pode acontecer agora?
Com a prisão preventiva decretada, o inquérito segue para eventual denúncia formal. A expectativa é que novas diligências sejam realizadas para identificar outras possíveis vítimas.
O caso segue sob responsabilidade do MPRS e do GAECO.




















