MPRS mira empresa suspeita de fraudar repasses da saúde ligados a 11 prefeituras; uma do Litoral Norte

Ministério Público apura uso de documentos falsos e empresa de fachada para manter contratos públicos. Municípios não são investigados nesta fase. A Operação Descuidado II, deflagrada pelo Ministério Público do…
MPRS mira empresa suspeita de fraudar repasses da saúde ligados a 11 prefeituras; uma do Litoral Norte

Ministério Público apura uso de documentos falsos e empresa de fachada para manter contratos públicos. Municípios não são investigados nesta fase.

A Operação Descuidado II, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), colocou sob investigação uma empresa suspeita de fraudar repasses de recursos públicos destinados à saúde em diferentes cidades do Estado.

O foco está na atuação de particulares e na suposta falsificação de documentos para simular o cumprimento de exigências legais dentro do Programa Rede Bem Cuidar, da Secretaria Estadual da Saúde.

O que a investigação do MPRS apura

De acordo com o MPRS e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a apuração identificou indícios de:

  • uso de documentos falsos para viabilizar repasses públicos;
  • simulação de cumprimento de exigências contratuais;
  • interposição de terceiros e empresas de fachada;
  • manutenção de contratos mesmo após proibição judicial;
  • continuidade das condutas em diferentes municípios.

O prejuízo ao erário ainda está sendo contabilizado.

Prefeituras são investigadas?

Não. Conforme informado pelo Ministério Público, as prefeituras não são alvo da investigação nesta etapa. A apuração concentra-se na empresa e nos responsáveis pelos contratos.

Os municípios aparecem por terem mantido vínculos contratuais com a empresa investigada.

Quais cidades aparecem na lista

Ao todo, 11 prefeituras gaúchas tiveram contratos analisados. Entre elas, Balneário Pinhal, no Litoral Norte.

  • Ronda Alta
  • Marcelino Ramos
  • Vitória das Missões
  • Faxinalzinho
  • Balneário Pinhal
  • Nova Esperança do Sul
  • Três Palmeiras
  • Morro Reuter
  • Eugênio de Castro
  • Bom Princípio
  • Outro município sob apuração

Mandados cumpridos na operação

Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados judiciais:

  • uma prisão preventiva em Erechim;
  • duas buscas pessoais em Erechim;
  • uma busca em Erval Grande;
  • apreensão de celulares e documentos.

Três empresários são investigados.

Posicionamento do Ministério Público

Segundo o promotor de Justiça José Eduardo Corsini, o objetivo é proteger os mecanismos de controle do gasto público na saúde, garantindo que os recursos cheguem corretamente à população.

O coordenador estadual do GAECO/RS, promotor Rogério Meirelles Caldas, afirmou que o combate a esse tipo de fraude é essencial para preservar políticas públicas que impactam diretamente a vida das pessoas.

Relação com a primeira fase da operação

A investigação é um desdobramento da Operação Descuidado I, deflagrada em junho de 2025, que já apurava suposto esquema semelhante envolvendo repasses da saúde a 13 prefeituras gaúchas, também com indícios de documentos falsos e simulação de serviços.

Nesta nova etapa, o Ministério Público busca aprofundar os fatos já identificados e ampliar as medidas judiciais diante de indícios de continuidade das irregularidades.

Resumo rápido

P: O que é a Operação Descuidado II?
R: Investigação do MPRS sobre suspeita de fraude em repasses públicos da saúde.

P: Quem é investigado?
R: Uma empresa e três empresários ligados aos contratos.

P: As prefeituras são alvo?
R: Não. Os municípios não são investigados nesta fase.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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