MPRS aponta irregularidades na Saúde de Osório e mira 5 pessoas e empresa

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ajuizou ação civil por improbidade administrativa contra cinco pessoas e uma empresa por contratações realizadas pela Secretaria de Saúde de Osório…
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ajuizou ação civil por improbidade administrativa contra cinco pessoas e uma empresa por contratações realizadas pela Secretaria de Saúde de Osório no início da pandemia de COVID-19.

O ponto mais sensível do caso é a combinação entre sobrepreço elevado e indícios de direcionamento, em um momento crítico da saúde pública.

O que o MPRS identificou nas contratações?

Entre maio e julho de 2020, o município realizou contratações diretas para aquisição de testes rápidos e exames laboratoriais.

Segundo parecer técnico, o preço médio de mercado era de R$ 117 por teste, mas a prefeitura pagou R$ 160 — um sobrepreço de 35,72%.

Somente em maio de 2020, o dano mínimo estimado ao erário chega a R$ 42 mil, podendo aumentar após perícia completa.

Houve favorecimento de empresa?

No caso de Osório, o MPRS aponta indícios de favorecimento a um laboratório local, com compras recorrentes sem justificativa técnica consistente.

  • Pesquisas de preço consideradas deficientes ou simuladas
  • Orçamentos sem assinatura ou identificação
  • Documentos com layout idêntico
  • Falta de publicidade nas dispensas de licitação
  • Ausência de comprovação fiscal do fornecedor
  • Pagamentos sem verificação adequada

Por que o caso é tratado como improbidade?

Para o Ministério Público, o conjunto de provas indica que não se trata apenas de erro administrativo.

O que vimos na prática foi um padrão de condutas que podem ter sido intencionais, violando princípios como legalidade, moralidade e eficiência.

A ação pede a responsabilização dos envolvidos, além da indisponibilidade de bens para garantir o ressarcimento do dano, estimado em pelo menos R$ 50,5 mil.

Os nomes dos investigados e da empresa não foram divulgados pelo Ministério Público.

Resumo Rápido

P: Quem está sendo investigado?
R: Cinco pessoas e uma empresa ligados às contratações.

P: Qual o principal problema apontado?
R: Sobrepreço de até 35% e falhas graves nos processos.

P: O que pode acontecer agora?
R: Bloqueio de bens e ampliação do valor do prejuízo apurado.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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