Morte por afogamento
Uma morte por afogamento em Torres foi confirmada nesta terça-feira (16).
O jovem de 21 anos, natural de Vacaria, morreu após se afogar na Praia Grande, em Torres, durante o último fim de semana, em um momento em que o mar apresentava condições extremamente perigosas, com forte correnteza e alto poder de sucção.
O caso reacendeu um debate sensível e urgente sobre a segurança dos banhistas durante a temporada de verão e levou a Associação dos Salva-Vidas Militares (ASAVIME) a cobrar publicamente providências das autoridades responsáveis pela Operação Verão.
Mar violento e correnteza forte colocavam banhistas em risco real
De acordo com informações apuradas, o mar estava muito agitado, com ondas fortes e correntes de retorno intensas — conhecidas popularmente como “repuxo”.
No local em que ele entrou não tinha guarda-vidas na guarita.
Vítima era de Vacaria e estava em Torres a lazer
A vítima, um jovem de apenas 21 anos, era morador de Vacaria, na Serra Gaúcha, e estava em Torres aproveitando o fim de semana.
Após entrar no mar, acabou sendo arrastado pela correnteza e não conseguiu retornar à faixa de areia.
ASAVIME lamenta morte e critica redução no número de guarda-vidas
Em nota oficial, a Associação dos Salva-Vidas Militares (ASAVIME) manifestou profundo pesar pela morte do jovem e fez duras críticas à condução da Operação Verão no Rio Grande do Sul.
A entidade alertou para uma crise no efetivo, destacando que, nesta temporada, há 36 guarda-vidas a menos em relação a anos anteriores — número que, segundo a associação, compromete diretamente a segurança dos banhistas.
“Rejeitamos o termo ‘redução ínfima’. Para nós, uma única vida perdida já invalida qualquer estatística minimizadora”, destacou a ASAVIME.
“Uma vida perdida anula qualquer estatística”, afirma associação
A associação reforçou que a diminuição no número de profissionais não pode ser tratada como algo secundário.
Segundo a ASAVIME, menos agentes significam postos desguarnecidos, maior área de cobertura por profissional e aumento do tempo de resposta em situações críticas.
A entidade destacou ainda que os guarda-vidas atuam frequentemente no limite físico e operacional, especialmente em dias de mar agitado, quando o risco de afogamentos cresce exponencialmente.
Entidade cobra medidas urgentes das autoridades
Entre as exigências apresentadas pela ASAVIME estão:
✔ Revisão imediata do efetivo
A associação pede a recomposição urgente do quadro de guarda-vidas, com a contratação emergencial de novos profissionais, incluindo militares e civis temporários.
✔ Alocação de recursos sem contingenciamento
A entidade defende que a segurança no litoral deve ser prioridade absoluta e não pode ser impactada por cortes orçamentários.
✔ Cobertura total das áreas de risco
Segundo a ASAVIME, todas as áreas identificadas como perigosas precisam contar com presença permanente de profissionais qualificados.
“A segurança pública no litoral está em risco iminente”, alerta ASAVIME
A nota oficial é assinada por Jeferson França, 1º Sargento do Corpo de Bombeiros Militar e vice-presidente da associação, que afirma que a tragédia em Torres deve servir como um alerta brutal para evitar novas mortes.
“A ASAVIME não aceitará que vidas continuem sendo sacrificadas em nome de falhas de planejamento ou de uma ‘redução ínfima’ de efetivo”, afirma o dirigente.
Afogamentos seguem como uma das principais causas de mortes no verão
Casos de morte por afogamento em Torres e em outras praias do litoral gaúcho reforçam a necessidade de conscientização dos banhistas, respeito à sinalização e investimento contínuo em prevenção.
Especialistas reforçam que, ao perceber bandeiras vermelhas, mar revolto ou ausência de guarda-vidas próximos, a orientação é não entrar no mar.





















