Morte de lenhador no RS: delegado diz que “não foi excesso”

Morte de lenhador no RS: a ação policial em Santa Maria que terminou com a morte de um homem no distrito de Palma, zona rural da cidade, segue sob investigação da…
Morte de lenhador no RS, "Denúncia de desmatamento

Morte de lenhador no RS: a ação policial em Santa Maria que terminou com a morte de um homem no distrito de Palma, zona rural da cidade, segue sob investigação da Polícia Civil.

Valdemar Both, de 54 anos, foi atingido por dois dos três tiros disparados por brigadianos do 2º Batalhão Ambiental.

Morte de lenhador no RS: entenda

O caso ocorreu durante uma abordagem envolvendo questionamentos sobre documentação ambiental.

As imagens de uma câmera de segurança registraram o momento da abordagem.

Segundo a polícia, Valdemar teria ameaçado os policiais com um machado, após ser questionado sobre licenças ambientais.

A família contesta a versão e afirma que ele apenas comercializava lenha legalizada e que os documentos estavam em dia.

O delegado Adriano de Rossi, responsável pela investigação, disse que, com base nos indícios iniciais, os policiais agiram em legítima defesa e não cometeram excesso.

Os dois brigadianos — um homem e uma mulher — foram temporariamente afastados das funções.

“Não entendo como excesso”, diz delegado sobre ação policial em Santa Maria

De acordo com o delegado, o treinamento da Brigada Militar orienta disparos na região do tórax, e não tiros de advertência.

“A gente é treinado para dar dois tiros em sequência.

Se forem necessários cinco ou dez, damos a quantidade para cessar a agressão injusta”, declarou.

“O que importa não é se ele tinha ou não licença, mas a atitude dele diante da abordagem”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil conduz um inquérito paralelo ao da Brigada Militar, que também apura a conduta dos PMs por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM).

O corpo de Valdemar foi encaminhado ao Instituto-Geral de Perícias para necropsia.

A liberação ainda não tem data prevista.

Ele deixa a esposa de 49 anos e um filho de 21.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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