Pesquisadores brasileiros do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e da UFRGS encontraram um biomarcador promissor que altera o jogo no diagnóstico do TEA.
O que é essa nova molécula e como ela funciona?
Trata-se do RNA circular ciRS-7, uma estrutura extremamente estável encontrada no organismo.
Diferente do RNA comum, sua forma fechada o torna resistente à degradação, ideal para detecção.
Em modelos animais foi notado níveis consistentemente mais altos dessa molécula em cérebros com características de autismo.
Como esse exame pode mudar a vida das famílias?
Hoje, o diagnóstico depende exclusivamente de observação comportamental, o que gera filas e meses de espera.
A descoberta abre caminho para um teste de sangue ou saliva, tornando o processo objetivo e muito mais rápido.
Identificar o TEA precocemente significa iniciar terapias essenciais que mudam drasticamente o prognóstico da criança.
O que acontece agora na pesquisa?
Fase atual: Testes em modelos animais concluídos com sucesso.
Próximo passo: Validação em amostras de sangue humano a partir de março.
Desafio técnico: Diferenciar o ciRS-7 de outros transtornos neuropsiquiátricos.
Horizonte: Ainda faltam alguns anos para a aplicação clínica em laboratórios.
Resumo Rápido
O que foi descoberto? Uma molécula de RNA circular, chamada ciRS-7, ligada a características do autismo.
Como será o diagnóstico? A meta é um exame simples de sangue ou saliva, sem depender apenas de observação.
Quando estará disponível? Ainda é necessário validar em humanos, o processo deve levar alguns anos.




















