Marinha intensifica fiscalização nas lagoas do RS: 178 embarcações já foram abordadas

Marinha fiscaliza embarcações de pequeno porte na Lagoa dos Patos e na Lagoa Mirim desde dezembro, com foco na prevenção de acidentes e na orientação de condutores durante a alta…
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Foto: Marinha do Brasil/Divulgação - Arquivo

Marinha fiscaliza embarcações de pequeno porte na Lagoa dos Patos e na Lagoa Mirim desde dezembro, com foco na prevenção de acidentes e na orientação de condutores durante a alta temporada de navegação no Sul do Estado.

Desde 17 de dezembro, a Marinha do Brasil intensificou a fiscalização de lanchas, motos aquáticas e outras embarcações de pequeno porte por meio da operação Navegue Seguro. Ao todo, 178 embarcações já foram abordadas nas duas lagoas, em uma ação que segue até o dia 11 de março e tem caráter educativo, mas também punitivo em casos de irregularidades graves.

O que está acontecendo e por que a fiscalização foi reforçada

A operação Navegue Seguro ocorre todos os anos durante o verão, período em que o fluxo de embarcações aumenta significativamente. Na Lagoa dos Patos e na Lagoa Mirim, a combinação entre turismo, lazer e pesca eleva o risco de acidentes, principalmente quando há desrespeito às normas básicas de segurança.

Segundo a Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul, das 178 abordagens realizadas até agora:

  • 37 embarcações passaram por inspeção completa;
  • 12 foram notificadas por irregularidades;
  • 4 acabaram apreendidas.

As apreensões ocorreram em Rio Grande (três casos) e em São José do Norte (um caso), sempre associadas a infrações que comprometem a segurança da navegação.

Região Sul concentra ações da operação Navegue Seguro

No Sul do Estado, a fiscalização abrange os municípios de Rio Grande, Pelotas, São José do Norte, São Lourenço do Sul, Santa Vitória do Palmar, Jaguarão, Camaquã e Arambaré. Entre eles, Pelotas aparece como o principal ponto de atenção da Marinha.

Desde dezembro, o município soma 123 abordagens, especialmente nas áreas do Arroio Pelotas e do Canal São Gonçalo, locais com grande circulação de motos aquáticas e embarcações de lazer.

“A nossa prioridade é conscientizar passageiros e tripulantes sobre a importância da segurança da navegação, a importância de um colete,  de estar devidamente o condutor habilitado e com a embarcação com documentação em dia”, explica o comandante Gutemberg da Silva Ferreira, Capitão de Mar e Guerra dos Portos do Rio Grande do Sul.

Áreas com maior incidência de irregularidades

  • Arroio Pelotas;
  • Canal São Gonçalo;
  • Barro Duro;
  • Praia da Capilha;
  • Região de Rio Grande, na Lagoa dos Patos;
  • Uso de motos aquáticas e botes na Lagoa Mirim.

Falta de colete salva-vidas segue como principal causa de acidentes

Mesmo com campanhas recorrentes, a ausência do uso de colete salva-vidas continua sendo o principal fator associado aos acidentes náuticos registrados na região.

“Infelizmente, é recorrente alguns pequenos acidentes. Quando acontecem, basicamente estão focados na falta do uso do colete salva-vidas” , reforça o comandante Gutemberg.

A Marinha destaca que o equipamento é obrigatório e pode ser decisivo para evitar mortes em casos de queda na água, colisões ou falhas mecânicas.

Como funciona a fiscalização na prática

Durante as inspeções, a Capitania dos Portos utiliza lanchas de alto desempenho conhecidas como DGS. A primeira unidade entrou em operação em junho de 2025, após testes no Rio de Janeiro. A segunda começou a atuar em novembro do mesmo ano, com embarcações destinadas às regiões de Taquari e Camaquã.

Cada lancha opera, em média, com quatro militares:

  • Patrão da embarcação;
  • Auxiliar;
  • Dois inspetores navais.

Infrações mais comuns encontradas nas abordagens

Entre as práticas consideradas infrações pela Marinha do Brasil, destacam-se:

  • Ausência de habilitação dos condutores;
  • Documentação da embarcação vencida ou incompleta;
  • Falta de equipamentos de segurança obrigatórios, como coletes, boias e extintores;
  • Superlotação e más condições de navegabilidade.

A fiscalização também está sendo intensificada contra o consumo de bebidas alcoólicas por condutores, com o uso de etilômetros para coibir a prática.

Orientações da Marinha para quem navega nas lagoas

Além da fiscalização, a operação Navegue Seguro tem como foco orientar condutores e passageiros. A Marinha reforça algumas recomendações essenciais:

  • Verificar a previsão do tempo antes de sair;
  • Manter velocidade compatível com a área;
  • Respeitar áreas de banhistas, canais de acesso e a sinalização náutica;
  • Jamais conduzir embarcação sob efeito de álcool ou outras substâncias.

Impacto direto para quem usa as lagoas

Com a operação prevista até 11 de março, a expectativa é reduzir infrações, ampliar a conscientização e reforçar a cultura de segurança na navegação nas principais lagoas do Rio Grande do Sul.

Em resumo

Quantas embarcações já foram fiscalizadas?

Desde dezembro, 178 embarcações de pequeno porte foram abordadas na Lagoa dos Patos e na Lagoa Mirim.

Onde estão os principais focos da fiscalização?

Pelotas lidera as abordagens, especialmente no Arroio Pelotas e no Canal São Gonçalo.

Qual é a principal causa dos acidentes?

A falta do uso de colete salva-vidas segue como o principal fator associado aos acidentes náuticos.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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