Locais do RS com maiores riscos de inundações devido ao ciclone
Os locais do RS com maiores riscos de inundações devido ao ciclone já estão mapeados pelos órgãos hidrológicos do Estado, que reforçam o alerta diante da combinação perigosa entre chuva intensa, rajadas de vento destrutivas e rápido aumento dos níveis de rios e arroios.
Embora o Rio Grande do Sul registre, no momento, níveis hidrológicos próximos da normalidade na maior parte das estações, as previsões indicam mudança brusca e potencialmente crítica entre sexta-feira (7/11) e sábado (8/11).
A formação de um ciclone extratropical no oceano, após o aprofundamento de um sistema de baixa pressão, deve provocar tempestades severas em diferentes regiões, com risco elevado de alagamentos urbanos, enxurradas e cheias súbitas — especialmente em bacias de resposta rápida.
Hidrologia: Por que o risco aumenta em tão pouco tempo
Mesmo com níveis iniciais estáveis, a chegada de chuva intensa em um curto período de tempo cria condições perfeitas para inundações repentinas.
Chuvas entre 60 e 100 mm — podendo ultrapassar 150 mm em pontos isolados — são esperadas em apenas 6 a 12 horas, pressionando rios menores, arroios e drenagens urbanas.
Os principais pontos críticos apontados pelos hidrólogos incluem:
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Elevação súbita de níveis em arroios e pequenos rios, especialmente em áreas inclinadas;
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Alagamentos urbanos severos, caso o volume de água exceda a capacidade de absorção;
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Cheias rápidas em bacias pequenas e médias, onde o tempo de resposta é reduzido.
De acordo com especialistas, os maiores riscos imediatos se concentram nas bacias do Caí e do Sinos, que já possuem histórico de enchentes rápidas.
Municípios sob maior risco de inundação
Bacia do Rio Caí
Regiões que podem atingir cota de inundação:
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São Sebastião do Caí
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Montenegro
O rápido acúmulo de chuva e o relevo da região aumentam significativamente o risco de transbordamento.
Bacia do Rio Paranhana (afluente do Sinos)
Municípios em atenção e alerta:
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Três Coroas
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Igrejinha
As bacias do Sinos e do Caí estão entre as mais sensíveis à combinação de chuvas intensas e resposta hidrológica acelerada.
O ciclone: como o fenômeno deve impactar o RS
Entre a madrugada de sexta e a manhã de sábado, o Estado enfrentará:
Tempestades severas
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Rajadas de vento superiores a 100 km/h
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Granizo de grande porte
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Descargas elétricas intensas
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Formação de linha de instabilidade
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Risco de tornados, especialmente no Norte e Noroeste
Chuva extrema em poucas horas
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60 a 100 mm/dia em grande parte do Norte, Missões e Noroeste
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Acumulados podendo superar 150 mm em pontos isolados
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Entre 6 e 12 horas de chuva intensa, da madrugada ao início da tarde de sexta
Nas demais regiões, os volumes variam entre 10 e 50 mm/dia, mas ainda com potencial para transtornos urbanos.
Sábado: ciclone mantém chuva e ventos no Litoral e Região Metropolitana
Durante a madrugada e a manhã de sábado (8/11), o ciclone extratropical segue ativo, favorecendo:
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Chuva moderada a forte na Costa Doce, Litoral Norte e Médio e Região Metropolitana
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Acumulados entre 30 e 75 mm/dia
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Ventos de 50 a 85 km/h em grande parte do Estado
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Rajadas acima de 100 km/h entre o Litoral Médio e Norte
A partir da tarde, o tempo começa a estabilizar no interior.
Domingo: trégua e retorno do sol
No domingo (9/11), uma área de alta pressão atmosférica deve trazer:
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Tempo estável
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Presença de sol
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Nebulosidade variável
Apesar da melhora, o solo encharcado e os rios ainda elevados exigem atenção contínua.
Acumulados previstos para o evento
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80 a 120 mm: Oeste, Centro, Nordeste e Serra
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Mais de 150 mm: Missões, Noroeste e Norte
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30 a 80 mm: demais regiões
Esses volumes reforçam o potencial de enchentes localizadas, enxurradas e alagamentos intensos.





















