Litoral Sul
O Litoral Sul será palco, na próxima segunda-feira (15), do julgamento de um dos casos de feminicídio mais impactantes dos últimos anos no município de Rio Grande.
Quatro acusados — incluindo o ex-marido da vítima — irão a júri popular pelo homicídio de Kybeerly dos Santos Vieira, morta em agosto de 2022 em circunstâncias classificadas pelo Ministério Público como cruéis, covardes e motivadas por razões torpes.
A sessão ocorrerá no Fórum de Rio Grande, com início previsto para as 9h, e deve mobilizar familiares, autoridades, entidades de defesa da mulher e a comunidade local, que aguarda há quase três anos por uma resolução judicial para o crime que abalou o Estado.
O crime: feminicídio cometido com emboscada, impedindo defesa e com agravantes graves
Segundo a denúncia do Ministério Público, os quatro réus atuaram diretamente ou incentivaram o homicídio doloso de Kybeerly.
A acusação sustenta que o assassinato foi planejado, executado por meio de uma emboscada, e realizado de forma que impediu qualquer reação da vítima, configurando vários agravantes previstos no Código Penal.
Além disso, o MP classifica o crime como feminicídio, uma vez que Kybeerly foi morta por ser mulher, enquadrando o caso na legislação que protege vítimas de violência de gênero.
Relembre o caso que chocou o Litoral Sul
Descoberta do corpo
Kybeerly dos Santos Vieira, de 22 anos, foi encontrada morta em 7 de agosto de 2022, em uma residência no bairro Parque Marinha, em Rio Grande.
Ela havia chegado à cidade dias antes, na quinta-feira. Segundo investigação da Polícia Civil, a morte teria ocorrido ainda na mesma quinta, embora o corpo só tenha sido localizado no domingo.
Local e circunstâncias
O corpo foi encontrado justamente na casa do ex-marido da vítima, um homem de 35 anos que, à época, cumpria prisão domiciliar.
Familiares dele encontraram o cadáver ao entrarem na residência.
O ex-marido — apontado como um dos acusados — não estava no local no momento e não foi preso em flagrante.
Sinais de violência
A investigação policial apontou que Kybeerly apresentava ferimentos e sinais evidentes de agressão, reforçando a tese de homicídio com extrema violência e intenção clara de matar.
Denunciados e agravantes
O Ministério Público afirma que os quatro acusados agiram em conjunto, contribuindo para a emboscada, execução ou incentivo ao crime. A denúncia elenca agravantes como:
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motivo torpe
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emboscada
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meio que dificultou a defesa da vítima
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crueldade
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caracterização de feminicídio
Expectativa para o júri e impacto na comunidade
A realização do júri popular reacende no Litoral Sul o debate sobre violência contra a mulher, segurança pública e agilidade da justiça criminal.
O caso ganhou grande repercussão regional pela brutalidade e pela participação de múltiplos envolvidos, além do fato de a vítima ter sido encontrada na casa do ex-marido que deveria estar recolhido devido à prisão domiciliar.






















