Lagoa dos Patos: Patram prende trio flagrado com rede de arrasto proibida

Lagoa dos Patos: Patram localiza embarcações suspeitas e prende trio O trabalho dos agentes teve início após identificação de um aumento expressivo de descartes de pescado nas proximidades da Colônia…
Lagoa dos Patos
Foto: Patram/Divulgação

Lagoa dos Patos: Patram localiza embarcações suspeitas e prende trio

O trabalho dos agentes teve início após identificação de um aumento expressivo de descartes de pescado nas proximidades da Colônia de Pescadores Z-3.

O local é conhecido por concentrar o descarregamento de pescado oriundo da pesca predatória.

Durante a aproximação da equipe, os tripulantes de duas embarcações suspeitas tentaram fugir correndo para dentro da vegetação da Ilha da Saragonha.

Após buscas coordenadas, os três homens foram encontrados e detidos.

Além da prisão, os agentes identificaram as embarcações envolvidas, que já possuíam histórico de pesca ilegal na Lagoa dos Patos.

Ibama constata lacre violado e estrutura de fraude instalada em barco

Durante a inspeção, a Patram descobriu que um dos barcos tinha o lacre do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) rompido.

Os policiais também constataram a instalação de um segundo timão, estrutura irregular que configura tentativa de fraude, usada para manipular a condução e mascarar operações de pesca proibida.

— Os responsáveis haviam construído um segundo timão, uma espécie de cauda de barco, caracterizando tentativa clara de fraude — comenta o policial da Patram, Marcelo Edon.

Rede de arrasto de 800 metros e histórico de irregularidades 

As redes apreendidas somavam 800 metros, equipamento que, ao ser lançado na água, captura indiscriminadamente espécies pequenas, peixes juvenis e até animais marinhos mais robustos, como tartarugas.

Isso compromete a cadeia de reprodução e impacta diretamente o trabalho dos pescadores artesanais.

Com a prática proibida por legislação estadual e pela Instrução Normativa Conjunta MMA/SEAP nº 03/2004, a presença de embarcações reincidentes reforça a preocupação das autoridades ambientais.

Segundo a Patram, cerca de 20 barcos estariam operando com redes de arrasto na área, conforme levantamentos recentes do setor de inteligência.

Após a detenção, os três homens foram autuados administrativamente pelo Ibama e encaminhados à sede da Polícia Federal de Pelotas, onde foram realizados os procedimentos legais.

Por que a pesca de arrasto causa tanto dano ao ecossistema?

A pesca de arrasto é considerada prejudicial devido a enormes redes presas aos barcos percorrem grandes áreas da água e do fundo da lagoa, eliminando peixes jovens que ainda não atingiram tamanho ideal e podendo aprisionar animais maiores.

Sem o arrasto, espécies essenciais à pesca artesanal têm mais tempo para crescer, garantindo equilíbrio ecológico e preservação dos estoques naturais.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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