Justiça condena ex-tesoureiro por desvio milionário no Litoral Norte

Justiça condena ex-tesoureiro por desvio milionário A Justiça do Rio Grande do Sul condenou, em primeira instância, um ex-tesoureiro da Prefeitura de Dom Pedro de Alcântara, município do Litoral Norte…
Justiça condena ex-tesoureiro

Justiça condena ex-tesoureiro por desvio milionário

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou, em primeira instância, um ex-tesoureiro da Prefeitura de Dom Pedro de Alcântara, município do Litoral Norte gaúcho, por improbidade administrativa.

O servidor desviou R$ 9.254.681,55 entre 2020 e 2021, em um dos maiores escândalos financeiros da região.

Esquema envolvia oito contas e fundo de previdência dos servidores

Segundo a sentença da juíza Fernanda Ajnhorn, da Vara Estadual de Improbidade Administrativa, o ex-tesoureiro se aproveitou do cargo para transferir ilegalmente recursos de oito contas municipais para suas contas pessoais.

Entre os valores desviados, cerca de R$ 5,1 milhões pertenciam ao Fundo de Aposentadoria e Previdência dos Servidores Públicos Municipais (FAPS).

Fraudes sofisticadas e falsificação de extratos bancários

As investigações apontaram que o ex-tesoureiro operava um esquema complexo para ocultar os desfalques.

Ele manipulava saldos entre contas da prefeitura, falsificava extratos bancários e chegou a aplicar parte dos recursos desviados em investimentos pessoais, incluindo operações na bolsa de valores.

Auditoria revelou transações suspeitas em 2021

O caso veio à tona em fevereiro de 2021, quando bancos que administravam as contas municipais identificaram movimentações atípicas e notificaram a prefeitura.

A administração contratou uma auditoria independente, que confirmou o rombo milionário e forneceu as provas utilizadas pelo Ministério Público na ação judicial.

Condenação impõe devolução milionária e perda de direitos políticos

Na decisão, a Justiça determinou que o ex-tesoureiro:

  • devolva R$ 9,2 milhões ao município, corrigidos e acrescidos de juros;

  • pague multa civil equivalente ao mesmo valor;

  • perca eventual função pública ocupada;

  • tenha os direitos políticos suspensos por 14 anos;

  • fique proibido de contratar com o poder público ou obter benefícios fiscais pelo mesmo período.

Defesa pode recorrer da decisão

Apesar da condenação, que é de primeira instância, o ex-tesoureiro ainda pode recorrer.

Até o julgamento definitivo, os bens bloqueados seguirão indisponíveis para assegurar o ressarcimento ao município.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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