Do Litoral do RS para a UFRGS: professor quilombola de Mostardas faz história

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) passa a contar, pela primeira vez, com um professor quilombola em seu quadro: Jorge Amaro de Souza Borges. Nascido em Mostardas,…
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A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) passa a contar, pela primeira vez, com um professor quilombola em seu quadro: Jorge Amaro de Souza Borges.

Nascido em Mostardas, no Litoral Norte, Jorge construiu uma trajetória acadêmica que rompe barreiras históricas de acesso à educação para comunidades quilombolas.

Quem é Jorge Amaro e por que essa conquista é histórica?

Formado em Biologia, com mestrado em Educação e doutorado em Políticas Públicas, Jorge carrega uma formação que vai além da universidade.

Em nossas apurações, o diferencial da sua trajetória começa antes da escola: a educação pela oralidade dentro da comunidade quilombola.

“Eu fui formado, inicialmente, pela escuta”, relembra o professor.

Qual a origem dessa trajetória?

Jorge nasceu no Quilombo dos Teixeiras, em um contexto marcado por limitações de acesso à educação formal.

Quem acompanha histórias como essa sabe: o ponto de virada muitas vezes está nas referências familiares.

No caso dele, o avô, conhecido como “Totoca”, foi decisivo.

  • Sabia ler e escrever
  • Dominava matemática
  • Era agrimensor e carpinteiro
  • Referência dentro da comunidade

“Eu queria ser o ‘Totoquinha’. Queria compreender o mundo”, contou.

O que essa conquista representa?

A chegada de Jorge à UFRGS ultrapassa o campo individual.

O que vimos na prática foi a materialização de um processo coletivo de resistência e acesso à educação.

Para ele, a conquista carrega o peso da ancestralidade:

“Sou o resultado da luta de muitas gerações”.

Qual o impacto dessa conquista?

A presença de um professor quilombola na universidade tem efeitos diretos:

  • Ampliação da representatividade acadêmica
  • Fortalecimento de políticas de inclusão
  • Inspiração para novas gerações

Além disso, cria um novo cenário simbólico: lugares historicamente inacessíveis começam a ser ocupados.

Resumo Rápido

P: Quem é Jorge Amaro?
R: Primeiro professor quilombola da UFRGS.

P: De onde ele vem?
R: Do Quilombo dos Teixeiras, em Mostardas.

P: Por que isso é importante?
R: Representa avanço na inclusão e na diversidade acadêmica.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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