Incêndio em batalhão ambiental em Capão da Canoa, no Litoral Norte do RS, mobiliza forças de segurança e levanta suspeitas sobre a atuação do crime organizado na região.
Um casal, com idades entre 20 e 30 anos, foi detido neste sábado (27) na BR-101, em Torres, durante ação conjunta da Brigada Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Segundo os investigadores, o homem possui antecedentes criminais por tráfico de drogas e ligação com grupos de pesca ilegal.

Ele e a companheira são apontados como envolvidos no transporte de galões de gasolina usados para atear fogo na estrutura do batalhão.
Apesar da gravidade, os dois foram liberados após depoimento, já que não houve flagrante no local do crime.
Como ocorreu o incêndio em Capão da Canoa
O ataque aconteceu por volta das 3h da madrugada de sexta-feira (26), na rua Luiz Alves Pereira, bairro Louro, em Capão da Canoa.
O fogo atingiu a garagem da unidade e destruiu:
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duas lanchas
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duas motos aquáticas
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quatro viaturas
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dois reboques
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duas motocicletas
A parte externa do prédio também foi danificada.
Um sargento que estava de plantão conseguiu acionar rapidamente o Corpo de Bombeiros, evitando que o incêndio se alastrasse ainda mais. Ele não sofreu ferimentos.
Imagens das câmeras de segurança mostraram um homem de roupas escuras pulando o muro lateral da unidade às 2h49min e indo em direção à garagem, o que reforça a tese de incêndio criminoso.
Investigação aponta ligação com crime organizado
O comandante do Comando Ambiental da Brigada Militar, coronel Rodrigo Gonçalves dos Santos, afirmou que as investigações seguem avançando. Segundo ele, há indícios de que outros criminosos tenham participado do ataque.
“Acreditamos que existam outros envolvidos no crime e estamos trabalhando em conjunto com a Polícia Civil para descobrir as motivações. Se a intenção era enfraquecer nossa atuação, falharam. Agora, vamos intensificar ainda mais o combate ao crime organizado”, destacou o coronel.
A principal hipótese é que o incêndio tenha sido uma retaliação contra as ações de fiscalização do batalhão, especialmente relacionadas ao combate à pesca ilegal e ao tráfico de drogas no Litoral Norte.
O perfil dos suspeitos detidos
O homem detido possui uma ficha criminal extensa, incluindo tráfico de drogas e delitos associados ao crime organizado.
Já a mulher, sua companheira, também seria ligada a atividades ilícitas na região.
Ambos foram detidos em Torres, mas liberados após prestar depoimento, já que não foram pegos em flagrante.
Apesar da soltura, os dois seguem sendo investigados. A polícia acredita que o casal participou diretamente no transporte do combustível usado para incendiar a unidade.
Repercussão e preocupação na comunidade
O incêndio criminoso no Batalhão Ambiental causou preocupação em Capão da Canoa e em todo o Litoral Norte.
Além do prejuízo ao patrimônio público, o ataque reforça a ousadia de grupos criminosos na região e levanta questionamentos sobre a segurança de estruturas estratégicas do Estado.
As forças policiais afirmam que a ofensiva não intimidará as operações e prometem reforçar as fiscalizações contra crimes ambientais e atividades ligadas ao crime organizado.



















