Identificação por DNA resolve mistério de homem desaparecido há 7 anos no RS

A identificação por DNA em Canoas trouxe desfecho a um mistério que durava sete anos. O Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP/RS) confirmou a identidade de um…
Identificação por DNA

A identificação por DNA em Canoas trouxe desfecho a um mistério que durava sete anos.

O Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP/RS) confirmou a identidade de um homem desaparecido desde 2018, após a filha participar da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas.

Identificação por DNA levou resolução para a filha do desaparecido

A mulher, que aguardava notícias há quase uma década, forneceu material genético durante a ação realizada em Canoas no início deste mês.

A partir do exame, foi possível estabelecer vínculo com um corpo encontrado em outubro de 2018, na mesma cidade, com ferimento na cabeça.

Como a coleta de DNA solucionou o caso

O processo começou quando a filha registrou formalmente a ocorrência do desaparecimento e aceitou colaborar com a coleta de DNA.

O material genético foi inserido no Banco de Perfis Genéticos do RS (BPG/RS), que apontou a compatibilidade com o homem encontrado sem vida.

Após cálculos estatísticos e análises da Divisão de Genética Forense (DGF), a confirmação oficial foi divulgada.

O caso tornou-se a 106ª identificação realizada no Rio Grande do Sul por meio de exames genéticos.

Importância do exame genético em investigações

A chefe da Divisão de Genética Forense, Cecília Fricke Matte, destacou que em muitos casos, quando os métodos tradicionais falham, a comparação genética é a única forma de oferecer respostas às famílias.

Esse tipo de tecnologia tem sido decisivo em investigações recentes no RS, como a identificação de vítimas da enchente de maio de 2024.

Em agosto, por exemplo, o IGP confirmou a identidade de uma mulher desaparecida no Vale do Taquari após cruzar DNA coletado com familiares.

Como funciona a coleta de material genético

Para familiares de desaparecidos, o primeiro passo é registrar a ocorrência em uma delegacia de polícia.

Depois, o parente é encaminhado ao posto de coleta mais próximo.

  • Na Região Metropolitana: a coleta é feita no Centro Regional de Excelência em Perícias Criminais (CREPEC), em Porto Alegre.

  • No interior: ocorre nos Postos Médico-Legais dos municípios.

O procedimento é simples e indolor: basta passar um cotonete pelo interior da bochecha ou coletar uma pequena gota de sangue do dedo.

A prioridade de doação segue esta ordem:

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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