Golpe do motel no RS: a Polícia Civil revelou esquema criminoso que tinha início com a vigilância e registro fotográfico e em vídeo de veículos de alto padrão na entrada e saída de motéis da região metropolitana.
Golpe do motel: grupo agia minuciosamente direto de presídios
Com as imagens, os golpistas obtinham dados pessoais das vítimas, incluindo nomes completos, telefones e informações sobre familiares.
Em seguida, os criminosos se passavam por detetives particulares e entravam em contato via WhatsApp, alegando terem sido contratados pelos cônjuges para investigar supostas traições.
Eles ameaçavam expor fotos e vídeos comprometedores e exigiam pagamentos via Pix, que chegavam a R$ 15 mil por vítima.
Impacto e vítimas do golpe
Até o momento, dez vítimas registraram boletins de ocorrência.
O prejuízo financeiro confirmado, referente aos valores pagos, soma cerca de R$ 10 mil.
No total, os criminosos chegaram a solicitar mais de R$ 20 mil.
O golpe não se restringia a um público específico, mas as investigações indicam que os criminosos focavam principalmente em pessoas com alto poder aquisitivo.
Quem eram os criminosos
As investigações apontam que o esquema era coordenado de dentro de presídios.
Entre os envolvidos, uma mulher de 27 anos, em liberdade, era responsável por fotografar os veículos e ameaçar as vítimas.
Um detento de 32 anos, recolhido em Charqueadas desde 2016, atuava como coordenador técnico do golpe.
Ele realizava consultas de dados dos veículos e de seus proprietários, contando com uma ficha criminal extensa, que inclui extorsão, estelionato, homicídio doloso, roubo de veículos e porte ilegal de armas de fogo.
Além disso, um núcleo formado por três detentos, também em Charqueadas, realizava extorsões via internet a partir de uma única cela.
Operação Segredo de Alcova
A Polícia Civil cumpriu nove mandados judiciais: cinco de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão, nas cidades de Eldorado do Sul e Charqueadas.
Foram apreendidos documentos e aparelhos celulares que devem ajudar a confirmar autoria e identificar novos crimes.
Dicas de prevenção
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Não forneça informações pessoais a desconhecidos ou pessoas que aleguem ser detetives particulares.
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Desconfie de ameaças via WhatsApp ou telefone pedindo dinheiro para “manter segredo” de supostas traições.
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Registre boletim de ocorrência em caso de contato suspeito.
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Bloqueie e reporte números que tentem extorsão.























