Feminicídio em Mostardas: suspeito é preso em Alvorada após mandado de prisão preventiva
Homem de 36 anos, companheiro da vítima, foi localizado na Região Metropolitana após dias foragido.
O feminicídio em Mostardas teve um novo desdobramento nesta semana com a prisão do principal suspeito em Alvorada. O homem, de 36 anos, era companheiro de Glai Maria da Costa Conceição, 47 anos, encontrada morta na área rural do município. A captura ocorreu após mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
A detenção foi realizada pela Polícia Civil na tarde de segunda-feira, 23, na Região Metropolitana. O suspeito estava sendo procurado desde domingo.
O que aconteceu em Mostardas
O crime ocorreu na localidade de São Simão, zona rural de Mostardas. O corpo de Glai Maria foi encontrado sobre uma cama, com hematomas, por uma familiar, por volta das 10h50min de sábado.
Segundo as investigações, o casal havia retomado o relacionamento recentemente, mesmo com histórico de violência doméstica e medida protetiva em vigor.
Histórico de violência e medida protetiva
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já havia sido preso em junho do ano passado por violência doméstica. Na ocasião, foi deferida medida protetiva de urgência.
Em agosto, a vítima procurou a delegacia para tentar revogar a medida, mas foi orientada a formalizar o pedido no Fórum. A revogação não foi autorizada pela Justiça.
Mesmo assim:
- O relacionamento foi retomado;
- O suspeito deixou a prisão em 5 de fevereiro;
- O casal voltou a morar junto no início deste mês;
- A medida protetiva permaneceu ativa por decisão judicial.
Antecedentes e contexto criminal
Conforme a investigação, o homem possui antecedentes por homicídio, roubo e tráfico de drogas. Ele também seria apontado como integrante de uma facção criminosa.
Por que o caso acende alerta no Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul acumula ao menos 19 feminicídios desde o início do ano, número que preocupa autoridades e especialistas em segurança pública.
Especialistas apontam que os principais fatores de risco em casos de feminicídio incluem:
- Histórico prévio de agressões;
- Relações marcadas por dependência emocional ou econômica;
- Reaproximação após episódios de violência;
- Acesso do agressor à vítima mesmo com restrições judiciais.
Casos como o de Mostardas reforçam a necessidade de monitoramento rigoroso de agressores, integração entre Judiciário e forças de segurança e ampliação da rede de proteção às mulheres.
Em resumo
Quem foi preso?
O companheiro da vítima, homem de 36 anos, detido em Alvorada após mandado de prisão preventiva.
Havia medida protetiva ativa?
Sim. A Justiça manteve a medida, mesmo após tentativa da vítima de revogá-la.
Quantos feminicídios já ocorreram no RS este ano?
Pelo menos 19 casos registrados desde o início do ano.
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Notícia Urgente
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Curiosidade / Discover
- Por que medidas protetivas nem sempre impedem feminicídios?
- O que levou à prisão do suspeito de feminicídio em Mostardas
- Como funciona a prisão preventiva em casos de violência doméstica
- Retomada de relacionamento e risco: o que dizem especialistas
- O histórico criminal do suspeito preso em Alvorada
Evergreen
- O que é feminicídio e como a lei brasileira trata o crime
- Como funciona a medida protetiva de urgência
- Quando a Justiça mantém restrição mesmo após pedido da vítima
- O que caracteriza descumprimento de medida protetiva
- Como denunciar violência doméstica no Rio Grande do Sul
Alerta / Risco / Oportunidade
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- Reaproximação após violência aumenta risco de morte
- Especialistas alertam para falhas no monitoramento de agressores
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