Falsificação de receitas médicas no Litoral: mulher envolvida é presa

Mulher presa por falsificação de receituários médicos no Litoral Sul foi detida em Rio Grande, durante a terceira fase da Operação Falsarius, deflagrada pela Polícia Civil. Falsificação de receituários e…
Falsificação
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Mulher presa por falsificação de receituários médicos no Litoral Sul foi detida em Rio Grande, durante a terceira fase da Operação Falsarius, deflagrada pela Polícia Civil.

Falsificação de receituários e atestados no RS

A ação ocorreu na quarta-feira (17) e desarticulou parte de um esquema criminoso que produzia e comercializava atestados e receituários médicos falsificados.

Segundo a investigação, o grupo utilizava carimbos médicos para dar aparência de legitimidade aos documentos.

O material era vendido, em muitos casos, por meio de transações via Pix e chegava a custar R$ 70 por unidade.

Operação Falsarius: como funcionava o esquema

De acordo com o delegado Maiquel Fonseca, responsável pelo caso, três pessoas atuavam de forma associada:

  • A proprietária de uma gráfica, onde os documentos eram impressos;

  • Um funcionário de farmácia, que facilitava a compra de medicamentos controlados sem a exigência de receita;

  • Um intermediário, possuía carimbos e comprava os medicamentos;

Com esses papéis falsificados, os envolvidos conseguiam justificar faltas no trabalho e adquirir medicamentos de venda restrita, como anabolizantes.

Prisões e fases anteriores da investigação

A Operação Falsarius teve início em 26 de agosto:

  • Julho (segunda fase): dois homens, de 31 e 38 anos, foram presos por envolvimento na falsificação;

  • Setembro (terceira fase): a mulher de 45 anos foi presa, com mandados cumpridos na gráfica.

Durante as buscas, policiais apreenderam diversos receituários e atestados em branco já prontos para comercialização.

Conversas revelaram reajuste no preço dos documentos

No decorrer da apuração, os investigadores identificaram diálogos entre os integrantes do grupo criminoso, onde discutiam o aumento no valor cobrado pelos laudos.

O preço dos documentos falsificados passou a ser negociado por R$ 70 cada.

Crimes atribuídos ao grupo

Os suspeitos irão responder por:

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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