Exame toxicológico obrigatório em Imbé: saiba como deverá funcionar

Exame toxicológico em Imbé pode passar a ser uma exigência oficial para quem ocupa cargos de prefeito, vice-prefeito, vereador e também para conselheiros tutelares. A proposta, protocolada pela Prefeitura e…
Imbé

Exame toxicológico em Imbé pode passar a ser uma exigência oficial para quem ocupa cargos de prefeito, vice-prefeito, vereador e também para conselheiros tutelares.

A proposta, protocolada pela Prefeitura e aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores na segunda-feira (15), determina que os testes periódicos serão realizados a cada 180 dias.

O objetivo é reforçar a moralidade, a transparência e a confiança da população nas instituições municipais.

Exame toxicológico obrigatório: proposta aprovada na Câmara de Vereadores

O projeto de lei avançou na primeira de duas votações necessárias antes da sanção do Executivo.

Todos os parlamentares concordaram com a iniciativa.

A segunda votação deve ocorrer ainda neste mês, antes da promulgação definitiva.

O prefeito Ique Vedovato ressaltou que a medida segue exemplos já aplicados em outros municípios brasileiros.

Segundo ele, trata-se de uma forma de assegurar que gestores públicos e conselheiros atuem com responsabilidade e discernimento:

“Esse projeto é um passo fundamental para garantir que os representantes do povo e os responsáveis pela proteção de crianças e adolescentes estejam aptos a exercer suas funções com sobriedade, ética e total transparência”, afirmou Vedovato.

Como funcionará

De acordo com o texto aprovado, os exames terão a finalidade de detectar o uso de drogas ilícitas no organismo e deverão ser custeados pelo Poder Executivo ou Legislativo, dependendo do cargo ocupado.

  • Periodicidade: a cada 180 dias.

  • Abrangência: prefeito, vice-prefeito, vereadores e conselheiros tutelares.

  • Custos: pagos pelo poder público correspondente.

  • Contraprova: garantida ao servidor em caso de resultado positivo.

  • Sanções: podem variar desde suspensão temporária até processo administrativo e cassação do mandato.

Regras também para o Conselho Tutelar

A obrigatoriedade também valerá para o Conselho Tutelar, tanto na posse quanto na manutenção do cargo.

Assim como os agentes políticos, os conselheiros terão direito à contraprova, ao sigilo dos resultados e ao devido processo legal.

Essa inclusão foi vista como essencial para fortalecer a credibilidade do órgão responsável por zelar pelos direitos de crianças e adolescentes no município.

Sanções previstas em caso de resultado positivo

Caso o exame toxicológico aponte o uso de substâncias ilícitas e a contraprova confirme o resultado, o agente público poderá ser submetido a diferentes penalidades, entre elas:

  • Suspensão temporária do mandato.

  • Encaminhamento obrigatório para tratamento.

  • Abertura de processo administrativo.

  • Possibilidade de cassação por quebra de decoro.

Transparência e fortalecimento da gestão pública

O prefeito Ique Vedovato destacou que a proposta busca reforçar os princípios da administração pública, como moralidade, probidade, transparência e eficiência.

O texto do projeto também foi assinado pelo presidente do Legislativo, Caio Sant’Ana (PSB), além dos vereadores Paulinho Galimberti (MDB), Tenente Terres (MDB), Fábio Nogueira (Progressistas) e Professor Matias (PSDB).

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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