Ex-vereadora é morta no RS; ex-marido é encontrado morto

A ex-vereadora Roseli Vanda Pires Albuquerque foi assassinada na madrugada deste sábado (21), por volta das 3h30min, em Nova Prata (RS). O principal suspeito é o ex-marido, que foi encontrado…
Ex-vereadora é morta no RS; ex-marido é encontrado morto

A ex-vereadora Roseli Vanda Pires Albuquerque foi assassinada na madrugada deste sábado (21), por volta das 3h30min, em Nova Prata (RS). O principal suspeito é o ex-marido, que foi encontrado morto no mesmo apartamento.

Aos 47 anos, Roseli acumulava trajetória política e atuação no serviço público estadual. O caso é tratado como feminicídio e reacende um debate incômodo no Rio Grande do Sul: por que homens continuam matando mulheres mesmo após separações e rupturas definitivas?

Quem era a ex-vereadora Roseli Vanda Pires Albuquerque?

Natural de Paraí, Roseli foi vereadora em Nova Prata e, na última eleição, disputou como candidata a vice-prefeita pelo PSD. Atuou como assessora parlamentar do ex-deputado estadual Danrlei e atualmente era diretora na Secretaria de Esporte e Lazer do Estado.

Deixa um filho de 26 anos.

Em nossas apurações, ouvimos relatos de colegas que descrevem Roseli como uma mulher combativa, articulada e com forte presença política regional.

O que aconteceu na madrugada?

Segundo a delegada responsável pelo caso, Roseli foi estrangulada dentro do apartamento onde morava. O ex-marido, Ari Albuquerque, de 48 anos, também foi encontrado morto no local.

O casal havia encerrado o relacionamento há cerca de seis meses, após 28 anos de casamento.

Um detalhe que dói: antes de morrer, Roseli tentou ligar para a mãe e enviou uma mensagem com o pedido “vem aqui”. Horas depois, foi a própria mãe quem encontrou os dois corpos e acionou a polícia.

Ela tinha medida protetiva?

Não. Segundo a investigação inicial, não havia medida protetiva em vigor.

Esse dado pesa. Porque desmonta a falsa ideia de que apenas mulheres com histórico formal de denúncia estão em risco.

Feminicídios no RS em 2026: o que os números mostram?

  • 16 feminicídios registrados no Estado apenas em 2026;
  • Grande parte dos casos envolve ex-companheiros;
  • Muitos crimes ocorrem após a separação;
  • Nem todas as vítimas tinham medida protetiva ativa.

O padrão se repete. E o alerta é claro: a fase pós-separação segue sendo um dos momentos mais perigosos para mulheres.

Repercussão política e luto oficial

A Prefeitura de Nova Prata decretou três dias de luto oficial.

Parlamentares e lideranças estaduais manifestaram pesar. A deputada estadual Delegada Nadine, amiga pessoal de Roseli, foi direta: precisamos falar sobre os homens que estão matando mulheres.

O incômodo é legítimo. Em vez de apenas reforçar campanhas voltadas às vítimas, cresce a pressão para políticas públicas focadas na prevenção da violência masculina.

Por que homens continuam matando mulheres após a separação?

Essa é a pergunta que ninguém quer evitar.

Especialistas apontam três fatores recorrentes:

  • Sentimento de posse e incapacidade de aceitar o fim da relação;
  • Histórico de controle emocional e psicológico;
  • Ausência de busca por acompanhamento psicológico por parte do agressor.

O que vimos na prática, ao longo dos últimos anos, é que muitas mulheres economicamente independentes e com capital político também se tornam vítimas. Escolaridade não é escudo contra violência de gênero.

Resumo Rápido

P: Onde ocorreu o crime?
R: Em um apartamento em Nova Prata, na madrugada deste sábado (21).

P: Quem é o suspeito?
R: O ex-marido da vítima, encontrado morto no mesmo local.

P: A vítima tinha medida protetiva?
R: Não, segundo a investigação inicial.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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