Energia solar: Rio Grande pode ganhar um projeto inovador nos próximos anos.
Uma comitiva da cidade do Litoral Sul gaúcho esteve em São Paulo, na sede da KWP Energia, para negociar a instalação de usinas flutuantes de geração fotovoltaica, que funcionam sobre a água em estruturas sustentadas por boias.
O projeto utiliza tecnologia francesa de ponta e tem potencial para transformar o município em referência nacional no setor.
Rio Grande e o título de Capital Nacional das Águas
Segundo o secretário de Desenvolvimento, Inovação e Economia do Mar, Vitor Magalhães, a proposta não prevê a utilização da área do porto, mas sim diversos cursos d’água espalhados pelo município.
Ele lembra que o projeto está alinhado ao título de “Capital Nacional das Águas”, concedido a Rio Grande por lei federal em 2023.
“Faz todo o sentido investir nessa tecnologia aqui, já que somos a Capital Nacional das Águas”, destacou o secretário.
Como funcionam as usinas solares flutuantes
As chamadas usinas solares flutuantes são compostas por painéis fotovoltaicos instalados sobre plataformas aquáticas, semelhantes a grandes boias.
Essa tecnologia, já utilizada em países como França e Japão, apresenta diversas vantagens:
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Eficiência ampliada: o resfriamento natural da água melhora o desempenho dos painéis;
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Uso inteligente do espaço: reduz a necessidade de grandes áreas de terra;
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Baixo impacto urbano: evita a disputa por terrenos em regiões habitadas;
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Sustentabilidade: contribui para a redução da emissão de gases poluentes.
Estudos ambientais em andamento
Antes da implantação, serão realizados estudos de impacto ambiental para avaliar os efeitos das usinas flutuantes nos ecossistemas aquáticos da região.
A preocupação é garantir que o projeto avance de forma sustentável, sem prejudicar a fauna e a flora locais.
Potencial para transformar a matriz energética
Caso seja viabilizado, o investimento pode consolidar Rio Grande como um polo de inovação em energias renováveis no Brasil, aproveitando seu vasto patrimônio hídrico e reforçando a vocação marítima e sustentável da cidade.
Além de reduzir custos energéticos, a iniciativa pode atrair novos negócios, gerar empregos verdes e fortalecer a imagem de Rio Grande como cidade pioneira na transição energética.






















