Lei Rouanet: Justiça identifica notas frias e desvio de recursos no RS

A Lei Rouanet voltou ao centro de um caso judicial no Rio Grande do Sul após a condenação de um empresário por desvio de recursos públicos destinados a um projeto…
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Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

A Lei Rouanet voltou ao centro de um caso judicial no Rio Grande do Sul após a condenação de um empresário por desvio de recursos públicos destinados a um projeto cultural.

A decisão é da 1ª Vara Federal de Erechim, assinada pelo juiz Joel Luís Borsuk, e envolve valores captados via incentivo fiscal que deveriam financiar apresentações musicais no interior do estado.

O que aconteceu com o projeto cultural financiado pela Lei Rouanet?

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o empresário conseguiu autorização para captar até R$ 1,19 milhão para a realização de 12 concertos da Orquestra de Teutônia.

Na prática, porém:

  • Foram captados cerca de R$ 283 mil
  • Apenas R$ 99 mil tiveram comprovação regular
  • R$ 184 mil foram considerados desviados

O projeto ainda foi executado parcialmente e fora do local previsto. Apenas duas apresentações ocorreram — e em uma cidade diferente da proposta original.

Quais irregularidades foram identificadas?

Em nossas apurações, o que mais chama atenção é o padrão das irregularidades apontadas:

  • Uso de notas fiscais frias
  • Recebimento de valores em contas de terceiros
  • Ausência de relatório final de prestação de contas
  • Execução incompleta do projeto

O caso passou por auditoria do Ministério da Cultura, foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e, posteriormente, judicializado pelo MPF.

Qual foi a decisão da Justiça?

O juiz concluiu que houve ato doloso — ou seja, intenção clara de desviar os recursos.

A sentença determina:

  • Ressarcimento integral do dano (R$ 246.817,60 atualizados)
  • Multa civil no mesmo valor
  • Proibição de contratar com o poder público por 6 anos
  • Suspensão dos direitos políticos por 6 anos

Os valores deverão ser devolvidos à União.

⚡ Resumo Rápido

P: Quanto foi desviado?
R: Cerca de R$ 184 mil, chegando a R$ 246 mil com atualização.

P: O que motivou a condenação?
R: Notas frias, falta de prestação de contas e uso indevido dos recursos.

P: Quais as punições?
R: Devolução do dinheiro, multa, suspensão política e proibição de contratos públicos.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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