Foi definida a desapropriação do Hospital São Vicente de Paulo, em Osório.
O que está acontecendo e por quê
O Governo do Rio Grande do Sul anunciou que irá desapropriar o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), decisão apresentada à Justiça após mais de três anos de intervenção estadual iniciada em 2022.
A intervenção foi determinada para evitar o fechamento de serviços essenciais, como:
- Urgência e emergência
- Atendimento obstétrico
- Internações clínicas e cirúrgicas
Segundo avaliação técnica da Secretaria Estadual da Saúde, a desapropriação foi considerada a alternativa mais segura para garantir estabilidade jurídica e continuidade da assistência.
A desapropriação de um hospital ocorre quando o poder público — neste caso, o governo estadual — assume a propriedade da unidade, mediante justificativa de interesse público.
Na prática, a medida faz com que o hospital deixe de ser administrado por uma entidade privada ou específica e passe a ser controlado pelo Estado, com o objetivo de garantir a continuidade dos atendimentos e a prestação de serviços à população.
De acordo com o vice-governador Gabriel Souza, o modelo de gestão do hospital após a desapropriação ainda será definido, com base em critérios técnicos e legais.
Por que o hospital é estratégico para a região
O HSVP atende diretamente 23 municípios das regiões de saúde do Litoral Norte, impactando mais de 360 mil habitantes — número que cresce significativamente no verão.
A estrutura atual inclui:
- 125 leitos (108 destinados ao SUS)
- UTI adulto
- Serviço de diálise
- Saúde mental com 20 leitos
- Maternidade de referência regional
Na prática, o hospital funciona como principal retaguarda hospitalar da região, reduzindo a pressão sobre unidades de maior porte, como em Porto Alegre.
O que muda com a desapropriação

Com a medida, o Estado passa a ter controle direto sobre a estrutura.
Novos investimentos anunciados
Mamógrafo digital
Foi firmado convênio de R$ 1,14 milhão para aquisição de um novo mamógrafo digital.
Oncologia no Litoral Norte
Está em implantação um serviço de alta complexidade em oncologia, com previsão de início ainda em 2026. O objetivo é evitar que pacientes precisem se deslocar até Porto Alegre para tratamento.
Ampliação de especialidades
Também estão em expansão serviços como:
- Hemodinâmica
- Atendimento em saúde mental
- Atendimento infantojuvenil para vítimas de violência
Trabalho do hospital
- Entre 2023 e 2025, foram mais de 13 mil internações.
- Mais de 1,3 mil partos realizados em 2024
- Atendimento mensal a mais de 200 pacientes em diálise
Em resumo
Por que o hospital será desapropriado?
Para garantir continuidade dos atendimentos e resolver problemas estruturais após anos de intervenção.
O atendimento vai parar?
Não. O governo afirma que a assistência será mantida durante o processo.
O que muda para a população?
Mais estabilidade, novos serviços e menos necessidade de deslocamento para outras cidades.




















