A Santa Casa do Rio Grande, no Litoral Sul do RS, entrou em estado crítico após cerca de 80 médicos ameaçarem uma demissão em massa devido a atrasos salariais.
Em nossas apurações, o que vimos na prática foi um cenário de pressão crescente: profissionais sem receber integralmente desde novembro e um hospital tentando manter o funcionamento básico.
Por que os médicos ameaçam parar?
Segundo o Sindicato Médico de Rio Grande (Simerg), os profissionais receberam apenas 50% dos honorários em novembro e, desde então, não houve regularização.
Como atuam via Pessoa Jurídica (PJ), a paralisação não ocorre formalmente — o movimento tende a se transformar em demissão coletiva.
- Cerca de 80 médicos afetados
- Atraso superior a três meses
- Prazo de 30 dias para regularização
— A categoria deu um prazo. Se não houver pagamento, pedirão demissão — afirmou o presidente do Simerg, Sandro Oliveira.
O que diz a direção do hospital?
A direção da Santa Casa reconhece a crise e aponta um déficit mensal estrutural como principal causa.
Quem acompanha o setor sabe que a dependência do SUS cria um efeito dominó quando há atraso em repasses.
- Déficit mensal entre receita e despesa
- Atraso na recomposição do Teto MAC
- Dependência de recursos federais
Segundo o presidente Renato Silveira, o hospital aguarda recursos do Ministério da Saúde para normalizar os pagamentos.
O que pode parar — e o que continua?
Mesmo diante da ameaça, a instituição informou que serviços essenciais serão mantidos.
- Continuam: urgência, emergência e UTIs
- Podem ser afetados: atendimentos eletivos e especialidades
O hospital também iniciou uma reorganização interna para tentar reduzir impactos imediatos.
Resumo Rápido
P: O que está acontecendo?
R: Médicos da Santa Casa do Rio Grande estão sem receber e ameaçam demissão em massa.
P: Quando isso pode acontecer?
R: Em até 30 dias, caso os pagamentos não sejam regularizados.
P: O atendimento vai parar?
R: Serviços essenciais seguem, mas atendimentos podem ser reduzidos.





















