Crise automotiva: GM anuncia nova suspensão de contratos no RS

Crise automotiva A crise automotiva volta a provocar efeitos diretos no polo industrial de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A General Motors (GM) confirmou ao Sindicato dos Metalúrgicos…

Crise automotiva

A crise automotiva volta a provocar efeitos diretos no polo industrial de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A General Motors (GM) confirmou ao Sindicato dos Metalúrgicos que 650 trabalhadores terão os contratos suspensos a partir de 22 de dezembro, em um período que pode variar de dois a cinco meses, com possibilidade de prorrogação por mais cinco meses.

A decisão reforça o cenário de instabilidade que vem atingindo a fábrica nos últimos anos.

De acordo com o presidente do sindicato, Valcir Ascari, a medida integra um pacote mais amplo que inclui parada técnica no Natal e no Ano-Novo, além de férias coletivas entre os dias 5 e 16 de janeiro.

Tudo isso ocorre em meio à tentativa da montadora de equilibrar produção, estoques e projeções de venda.

GM de Gravataí enfrenta sequência de interrupções

Fábrica já acumula paradas frequentes nos últimos anos

A planta da GM em Gravataí, considerada uma das mais importantes do país, vem enfrentando sucessivas interrupções.

Além dos impactos da Covid-19 sobre as cadeias globais de suprimentos, a queda nas vendas dos modelos Onix e Onix Plus também contribuiu para períodos de ociosidade na produção, além da crise no país.

Para tentar reverter o cenário, a montadora investiu R$ 1,2 bilhão na renovação das versões dos dois veículos, lançadas no mercado na metade deste ano.

A estratégia busca recuperar espaço perdido no segmento de compactos, que nos últimos anos perdeu fôlego para SUVs.

Complexo que emprega 5 mil pessoas volta a sentir instabilidade

O parque fabril de Gravataí, que reúne cerca de 5 mil trabalhadores entre funcionários da montadora e das sistemistas (fornecedoras instaladas no complexo), é diretamente impactado por cada ciclo de redução de produção.

O sindicato afirma que as paralisações prolongadas afetam não apenas os trabalhadores da GM, mas toda a cadeia automotiva gaúcha.

Suspensões podem refletir tendência do setor no Brasil

Mercado pressionado pela queda de demanda e novas tecnologias

A nova suspensão de contratos reforça um movimento observado em outros polos automotivos do país, onde montadoras vêm ajustando produção diante de um mercado desaquecido e de transições tecnológicas.

O aumento da competição com veículos híbridos e elétricos, somado às incertezas econômicas globais, pressiona ainda mais o setor.

Apesar disso, a GM mantém planos de longo prazo: a expectativa é de que um novo SUV híbrido produzido em Gravataí seja lançado em 2026, alinhando a fábrica às tendências internacionais de eletrificação parcial da frota.

Adaptação e futuro da planta gaúcha

Montadora tenta manter competitividade em meio às oscilações

Mesmo com as suspensões, a montadora busca preservar mão de obra especializada e minimizar impactos sociais na região.

O sindicato, por sua vez, afirma que acompanhará de perto o processo para garantir direitos e condições adequadas aos trabalhadores atingidos.

Enquanto isso, o setor automotivo nacional continua pressionado pela necessidade de se reinventar, migrando para tecnologias mais limpas, mantendo competitividade e administrando oscilações econômicas. Gravataí segue como peça estratégica nessa transição.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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