Criminoso considerado o mais perigoso do país é preso em Osório

Criminoso foi preso em Osório A Polícia Federal (PF) prendeu nesta segunda-feira (20), em Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, o homem apontado como um dos criminosos…
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Foto: Polícia Federal

Criminoso foi preso em Osório

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta segunda-feira (20), em Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, o homem apontado como um dos criminosos mais perigosos do país.

Ele é suspeito de ter planejado e executado o assalto ao avião-pagador no Aeroporto de Caxias do Sul, em junho de 2024, considerado um dos maiores roubos da história do estado.

Segundo o delegado Márcio Teixeira, da Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio e Tráfico de Armas (Delepat), responsável pela investigação, ele possui histórico extenso de assaltos a bancos e cargas em diversos estados brasileiros, incluindo Cordeirópolis (SP), Camanducaia (MG), Araçatuba (SP) e Piracaia (SP).

“Ele é um dos assaltantes de carga e bancos mais conhecidos e perigosos do país. Ostenta mandados de prisão em aberto e vivia com falsa identidade para não ser reconhecido”, afirmou Teixeira.

O assalto milionário em Caxias do Sul

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Na noite de 12 de junho de 2024, nove criminosos chegaram ao aeroporto Hugo Cantergiani em três caminhonetes pretas — Frontier, Outlander e Santa Fé — pouco antes das 19h.

O avião transportava R$ 30 milhões, sendo que R$ 14,4 milhões foram levados na fuga.

Os assaltantes disfarçaram dois veículos com emblemas da PF e giroflex para enganar seguranças e funcionários.

Durante a ação, três pessoas foram feitas reféns, e seguranças obrigados a colocar o dinheiro nas caminhonetes.

A Brigada Militar surpreendeu o grupo, resultando na morte do 2º sargento Fabiano Oliveira, de 47 anos, e de um dos criminosos.

Após o confronto, os assaltantes fugiram, abandonaram veículos e usaram uma van escolar para despistar as autoridades, seguindo em direção ao Centro-Oeste dias depois.

Investigação e indiciamentos

A investigação da Polícia Federal seguiu em duas fases.

Na segunda, concluída em agosto deste ano, 22 pessoas foram indiciadas.

Somadas às 17 da primeira fase, os suspeitos enfrentam acusações de:

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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