Corsan Aegea afirma que atualização de tarifa para hotéis não aumentará contas no Litoral Norte

Corsan Aegea garante que a atualização do enquadramento tarifário para hotéis e pousadas não resultará em aumento nas faturas de água e esgoto no Litoral Norte do RS. A declaração…
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Foto: Amanda Ferrari/Litoralmania

Corsan Aegea garante que a atualização do enquadramento tarifário para hotéis e pousadas não resultará em aumento nas faturas de água e esgoto no Litoral Norte do RS. A declaração foi feita após empresários relatarem contas quase quadruplicadas em plena alta temporada.

A manifestação ocorreu durante reunião na Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), onde a presidente da companhia, Samanta Takimi, detalhou os critérios da medida que tem gerado preocupação no setor hoteleiro, especialmente em cidades como Torres.

O que muda na tarifa da Corsan para hotéis e pousadas

A atualização prevê que o cálculo tarifário considere cada apartamento como unidade consumidora individual, e não apenas o prédio como um todo. Essa reclassificação alterou a forma de cobrança para parte dos empreendimentos.

Segundo a companhia, porém, não há criação de nova tarifa, mas sim adequação ao regulamento aprovado pela agência reguladora, alinhado à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às normas nacionais do setor de saneamento.

Por que houve aumento nas faturas em alguns casos?

Empresários relatam que, após a aplicação do novo enquadramento, as contas registraram alta expressiva. Em Torres, a presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Litoral Norte (SHRBS), Ivone Ferraz, afirmou que uma fatura saltou de R$ 3 mil para R$ 11 mil em dezembro de 2025.

O principal ponto de tensão envolve a sazonalidade. No verão, a ocupação elevada dilui custos. Já na baixa temporada, hotéis operam com quartos vazios, mas manteriam cobrança proporcional ao número total de unidades.

O que está acontecendo e por quê

A Corsan afirma que a medida busca uniformizar o modelo de cobrança e corrigir distorções históricas no enquadramento tarifário de estabelecimentos comerciais com múltiplas unidades internas.

De acordo com a companhia:

  • Não há criação de nova tarifa;
  • O enquadramento segue norma já aprovada pela Agergs;
  • Cada empreendimento está sendo contatado individualmente;
  • A forma de contratação pode ser ajustada conforme o perfil de consumo.

A empresa também informou que as cobranças de dezembro foram suspensas durante as negociações com o setor.

Impacto para o turismo e economia do Litoral Norte

O tema ganha peso estratégico porque o Litoral Norte vive expansão imobiliária e aumento da população fixa, além da forte dependência econômica do turismo sazonal.

Para empresários, aumentos abruptos poderiam gerar:

  • Repasse de custos para diárias;
  • Redução de competitividade regional;
  • Pressão financeira na baixa temporada;
  • Risco de fechamento de pequenos empreendimentos.

Regularização de poços e fontes alternativas

Outro ponto abordado pela companhia envolve a necessidade de regularização de fontes alternativas de abastecimento, como poços sem licença ambiental.

Segundo a Corsan, a medida busca:

  • Garantir qualidade da água;
  • Proteger a saúde pública;
  • Assegurar uso adequado dos recursos hídricos;
  • Evitar concorrência desigual no setor.

O que pode acontecer a partir de agora

O desfecho dependerá das negociações individuais entre a companhia e os empreendimentos. Caso os ajustes confirmem neutralidade financeira, o tema tende a perder tensão.

Se persistirem aumentos relevantes, o caso pode evoluir para questionamentos administrativos ou judiciais, especialmente em um contexto de expansão do turismo e debate sobre competitividade regional.

Em resumo

A tarifa para hotéis vai aumentar?

Segundo a Corsan, não. A empresa afirma que a atualização não gera acréscimo de valores, apenas adequação de enquadramento.

Por que alguns hotéis relataram contas mais altas?

Porque o cálculo passou a considerar cada apartamento como unidade consumidora, alterando a base de cobrança.

O que os empresários podem fazer?

Agendar atendimento com a companhia para revisar o enquadramento e ajustar o contrato conforme o perfil de consumo e sazonalidade.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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