A corrupção no RS voltou ao centro das atenções nesta terça-feira (9), quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Desvio de Rota em Porto Alegre.
Corrupção no RS envolvia PRF e empresários

A investigação revelou um esquema de propina envolvendo policial rodoviário federal e empresários ligados a um Centro de Remoção e Depósito credenciado junto ao DETRAN/RS.
Segundo a apuração, valores que deveriam ter sido recolhidos aos cofres públicos acabaram desviados por meio de fraudes na prestação de serviços de remoção de veículos.
O prejuízo estimado ultrapassa R$ 1 milhão, enquanto as propinas pagas chegam a R$ 240 mil no período entre 2021 e 2025.
Prisões e medidas judiciais

Durante a operação, a PF cumpriu nove mandados de busca e apreensão, sequestrou quatro veículos e bloqueou contas bancárias ligadas ao grupo investigado.
Foram decretadas três prisões temporárias:
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Um policial rodoviário federal;
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Dois empresários responsáveis pelo Centro de Remoção e Depósito.
Além das prisões, a Justiça Federal aplicou medidas restritivas, como o afastamento do cargo público do servidor preso e a proibição de novas contratações das empresas investigadas com o DETRAN/RS.
A cidade e os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
Como funcionava o esquema de propina

De acordo com as investigações, o esquema consistia em não registrar adequadamente as remoções de veículos, evitando o recolhimento de taxas obrigatórias.
Em troca, empresários ligados ao depósito pagavam propina aos policial que facilitava a fraude.
Essa prática ilegal resultou em mais de 1.300 remoções irregulares.
Apoio institucional
A ação da PF contou com apoio da Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal do Rio Grande do Sul e da Corregedoria-Geral do DETRAN/RS, reforçando o caráter de cooperação entre diferentes órgãos de fiscalização e controle.
Nota da Polícia Rodoviária Federal
“A Polícia Rodoviária Federal informa que, em conjunto com a Polícia Federal e o Detran/RS, participou de uma operação na manhã desta terça-feira, (09/09/2025), que investiga suspeitos de envolvimento com irregularidades na cobrança de remoção de veículos.
A investigação foi iniciada a partir de levantamentos conduzidos pela Corregedoria Regional da PRF no Rio Grande do Sul, que identificou indícios de atuação ilícita e repassou as informações ao Ministério Público Federal e Polícia Federal, resultando na deflagração da operação.
Na ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, sequestro de veículos, bloqueio de contas bancárias e três prisões temporárias. Destas, uma é referente à de um servidor da PRF lotado no Rio Grande do Sul.
As outras duas prisões temporárias e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em desfavor de empresários responsáveis pelo Centro de Remoção e Depósito investigado.
A Polícia Rodoviária Federal manifesta seu repúdio a qualquer prática que viole os princípios da ética e da legalidade, reafirmando seu compromisso em coibir desvios de conduta e preservar a integridade institucional“.





















