Corpo de Roberta dos Reis Costantin foi localizado na manhã deste sábado (20) no Rio Jacuí, no município de Dona Francisca, na região central do Rio Grande do Sul.
A jovem, de 21 anos, estava desaparecida havia quatro dias após cair no rio durante uma atividade profissional ligada ao monitoramento ambiental.
A localização do corpo encerra uma intensa operação de buscas que mobilizou equipes de diferentes cidades e gerou comoção entre colegas, familiares e servidores públicos do Estado.
Segundo informações confirmadas pelo Corpo de Bombeiros, o corpo foi encontrado na localidade de Remanso das Taquareiras, a aproximadamente três quilômetros do ponto onde Roberta caiu na água. Pescadores que navegavam pelo rio avistaram o corpo, fizeram o resgate até a margem e acionaram imediatamente as autoridades.
🔍 Buscas enfrentaram dificuldades por profundidade e correnteza

Desde o desaparecimento, as buscas por Roberta se mostraram extremamente complexas. O Rio Jacuí, naquele trecho, apresenta grande profundidade e forte correnteza, fatores que dificultaram o trabalho das equipes de resgate. Mergulhadores, embarcações e apoio terrestre foram utilizados ao longo dos dias.
Para auxiliar nas operações, a empresa responsável pela Usina Hidrelétrica de Dona Francisca realizou a redução temporária da vazão do rio, permitindo melhores condições de visibilidade e segurança para os bombeiros.
Durante as buscas, objetos de trabalho utilizados por Roberta no momento da coleta já haviam sido encontrados, reforçando a área provável do acidente e orientando as equipes sobre o deslocamento do corpo ao longo do curso do rio.
📆 Relembre o caso: queda ocorreu durante atividade de rotina
O acidente aconteceu na terça-feira (16). Roberta estava em Dona Francisca acompanhada de colegas da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), onde atuava como técnica em química.
O grupo realizava a coleta de amostras de água para análises laboratoriais, uma atividade de rotina dentro de um programa oficial de monitoramento ambiental.
De acordo com relatos colhidos pelos bombeiros, Roberta estava em uma rampa próxima ao porto, vestindo uma roupa pantaneira, uniforme impermeável e de tecido resistente, utilizado para proteção durante o trabalho.
Em determinado momento, ela teria se desequilibrado e caído no rio.
Testemunhas afirmaram que a jovem afundou logo após a queda e não conseguiu retornar à superfície. Um colega presenciou o ocorrido, mas não conseguiu alcançá-la devido à força da correnteza, que acabou levando Roberta.
⚠️ Vestimenta pode ter dificultado retorno à superfície
As autoridades avaliam que a vestimenta utilizada por Roberta no momento do acidente pode ter contribuído para a dificuldade de flutuação.
Embora essencial para a segurança em determinadas atividades, o tipo de roupa pode se tornar pesada quando encharcada, especialmente em ambientes de forte correnteza.
O caso reforça a discussão sobre protocolos de segurança em atividades de campo, especialmente em áreas de risco, como rios com grande volume de água.
👩🔬 Quem era Roberta dos Reis Costantin
Roberta havia ingressado na Fepam em outubro de 2024 e atuava como técnica em química na divisão de laboratório do órgão ambiental.
Jovem, dedicada e considerada promissora por colegas, ela participava de um trabalho essencial para o acompanhamento das condições ambientais do Estado.
A coleta realizada fazia parte do Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas Naturais (Qualiágua), que avalia periodicamente a qualidade das águas em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
As análises são feitas a cada três meses e permitem identificar variações ao longo do tempo, subsidiando políticas públicas ambientais.
🎓 Formação acadêmica e trajetória
Roberta era formada pelo Instituto Federal Farroupilha (IFFar), campus de Caxias do Sul, e cursava a graduação em Química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).




















