Conjunto habitacional em Cidreira vira alvo de vandalismo e furtos

Cidreira enfrenta hoje um retrato duro da política habitacional mal resolvida: 23 das 31 casas de um conjunto popular estão vazias e depredadas. O loteamento fica na Avenida Alfredo Pedro…
Cidreira
Foto: Divulgação

Cidreira enfrenta hoje um retrato duro da política habitacional mal resolvida: 23 das 31 casas de um conjunto popular estão vazias e depredadas.

O loteamento fica na Avenida Alfredo Pedro da Silva, a cerca de 500 metros do Estádio Antônio Braz Sessim, o Sessinzão. O que deveria simbolizar estabilidade para famílias vulneráveis virou foco de vandalismo, furtos e consumo de drogas.

Em nossas apurações no entorno, moradores relataram circulação constante de usuários e retirada de portas, janelas e partes do telhado. O acúmulo de lixo reforça a sensação de abandono.

Por que as casas populares de Cidreira estão vazias?

O projeto nasceu na década de 2010. Os beneficiários foram selecionados via edital, com critérios sociais e base no CadÚnico.

A promessa inicial era entrega em 2018. As chaves, porém, só chegaram em 2021.

O intervalo de três anos fez estrago. Parte dos contemplados desistiu após a longa espera. Outros faleceram ou deixaram o município.

Há ainda casos judicializados contra a prefeitura, o que impede a simples redistribuição das unidades.

O que diz a prefeitura de Cidreira?

O prefeito Gilberto Costa confirmou que o município está impedido de repassar as casas sem cumprir as etapas legais.

“Existe uma ação judicial e não podemos simplesmente entregar para outra pessoa, porque há uma lista definida. Precisamos seguir as regras”, afirmou.

Segundo ele, a administração elabora planilhas e orçamento para viabilizar a reforma ainda neste ano.

  • 31 casas construídas
  • 8 atualmente ocupadas
  • 23 vazias e parcialmente depredadas
  • Recurso federal com execução municipal
  • Lista original de beneficiários ainda válida

O que trava a solução imediata?

O principal entrave é jurídico. Como houve seleção formal e comunicação oficial aos contemplados, qualquer redistribuição fora da ordem pode gerar novas ações judiciais.

Além disso, o projeto enfrentou questionamentos anteriores sobre a área onde o loteamento foi construído, o que contribuiu para atrasos e paralisações.

Resumo Rápido

P: Quantas casas estão ocupadas?
R: Apenas 8 das 31 unidades.

P: Por que não redistribuir as casas vazias?
R: Há ação judicial e lista oficial de beneficiários que precisa ser respeitada.

P: A prefeitura vai reformar?
R: Segundo o prefeito, há elaboração de planilhas e orçamento para reforma ainda este ano.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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