Ciclone extratropical avança e deve trazer ventos fortes ao Sul e Sudeste.
A MetSul Meteorologia emitiu um alerta para a formação de um ciclone extratropical de grandes proporções, que deve provocar ventos extremos e danos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo entre este domingo (27) e a próxima terça-feira (29).
O sistema se forma a partir de uma baixa pressão sobre o RS neste domingo, que ao migrar para o oceano entre domingo à noite e segunda-feira, dará origem ao ciclone em um processo de ciclogênese explosiva.
Com isso, ventos de 60 km/h a 130 km/h devem atingir cidades litorâneas, serranas e áreas metropolitanas, com riscos de quedas de árvores, destelhamentos e apagões em massa.
Cidades gaúchas na rota do vento mais forte do ciclone
As rajadas mais intensas no Rio Grande do Sul devem atingir especialmente:
Torres, Capão da Canoa, Arroio do Sal, Xangri-lá, Tramandaí, Imbé, Cidreira, Balneário Pinhal, Palmares do Sul, Mostardas, Tavares, São José do Norte, Rio Grande, Pelotas, Santa Vitória do Palmar e Chuí.
Em áreas urbanas, como Porto Alegre, as rajadas podem alcançar 100 km/h, enquanto na Lagoa dos Patos, Serra e Litoral Norte e Médio os ventos podem passar de 120 km/h, com risco elevado de danos estruturais e quedas de energia em larga escala.
Impacto em Santa Catarina, Paraná e São Paulo
Em Santa Catarina, cidades como Florianópolis, Laguna, Criciúma, Tubarão, Araranguá, Bom Jardim da Serra, Urubici e Rancho Queimado devem enfrentar ventos entre 90 e 140 km/h, especialmente em áreas serranas e litorâneas.
No Paraná e em São Paulo, as rajadas devem variar de 70 km/h a 100 km/h, com picos superiores em locais da Serra do Mar e Baixada Santista, incluindo Santos, Guarujá, Itanhaém, Peruíbe, Registro e a Grande São Paulo, onde zonas Sul e Leste da capital paulista podem sofrer os maiores impactos.
Risco de apagões e danos estruturais
A força do ciclone pode provocar destelhamentos, quedas de árvores, postes e muros, além de interrupções massivas de energia elétrica.
A CEEE Equatorial alerta para possíveis milhares de clientes sem luz no Litoral e Sul gaúcho, enquanto a Celesc (SC) e concessionárias paulistas também devem enfrentar ocorrências generalizadas.
A MetSul reforça a necessidade de redobrar cuidados em áreas de risco, evitar deslocamentos desnecessários e acompanhar atualizações oficiais até a dissipação do sistema.





















