O Centro de Monitoramento da Defesa Civil atualizou o alerta para a formação de um ciclone extratropical que deve provocar uma sequência de tempestades intensas no Rio Grande do Sul nos próximos dias.
O sistema, combinado com o avanço de uma frente fria, traz risco de rajadas de vento acima de 90 km/h, chuva volumosa, granizo isolado e ressaca no litoral entre segunda-feira (6) e terça-feira (7).
Quais regiões do RS serão mais afetadas?
Em nossas apurações, praticamente todo o Estado entra na área de risco, com maior intensidade em diferentes momentos.
- Segunda-feira (6): Oeste, Missões, Noroeste, Norte, Centro, Campanha, além de áreas do Sul, Vales, Serra e Região Metropolitana
- Terça-feira (7): Noroeste, Norte, Nordeste, Serra, Vales, Região Metropolitana e Litoral Norte
O pico de instabilidade começa à noite de segunda, quando as tempestades avançam do Oeste em direção ao Centro do Estado.
Quanto pode chover durante o ciclone?
Os volumes previstos são elevados e concentrados em curto período, o que aumenta o risco de transtornos.
- Segunda: entre 10 e 50 mm, com picos de até 90 mm
- Terça: entre 10 e 60 mm, com extremos de até 120 mm
O que vimos na prática em eventos semelhantes é que acumulados altos em poucas horas elevam o risco de alagamentos e enxurradas.
Ventos fortes, granizo e ressaca: quais os riscos?
Além da chuva, o sistema traz outros impactos relevantes:
- Ventos: rajadas acima de 90 km/h
- Granizo: ocorrência isolada, com potencial de danos
- Ressaca: mar agitado em toda a faixa litorânea
Quem acompanha eventos desse tipo sabe que o vento costuma ser o principal fator de prejuízo, especialmente em áreas urbanas e no litoral.
Quando o tempo começa a melhorar?
Na quarta-feira (8), o sistema começa a perder força, mas ainda mantém instabilidades.
- Chuva moderada na madrugada em áreas do Norte, Nordeste, Serra e Litoral
- Precipitação fraca a moderada ao longo do dia
- Ventos entre 60 e 80 km/h, com picos de até 90 km/h no Litoral Sul
O mar segue agitado, mantendo o alerta para ressaca.
Análise do Editor
O cenário desenhado pela Defesa Civil indica um evento típico de ciclone extratropical, mas com um diferencial importante: a combinação de vento forte e alto volume de chuva em curto intervalo.
Em nossas análises, esse tipo de configuração costuma gerar impactos mais amplos, principalmente em infraestrutura urbana e rede elétrica.
O litoral merece atenção especial, já que a ressaca pode afetar áreas costeiras e atividades econômicas ligadas ao turismo e pesca.
A projeção indica que o pico do evento ocorre entre a noite de segunda e a manhã de terça, período considerado mais crítico.
Resumo Rápido
P: Quando o ciclone atinge o RS?
R: Entre segunda (6) e terça (7), com pico na noite de segunda.
P: Quais os principais riscos?
R: Ventos fortes, chuva intensa, granizo e ressaca no litoral.
P: Quando o tempo melhora?
R: A partir de quarta (8), com redução gradual das instabilidades.





















