Um ciclone extratropical em formação na costa da Argentina já impacta o tempo no Sul do Brasil e provocou temporais intensos neste sábado (21) no Rio Grande do Sul.
O sistema, que se organiza próximo à província de Buenos Aires, gerou uma linha de instabilidade que avançou pelo estado com rajadas de vento acima de 100 km/h, causando destruição em diversas regiões.
Onde os temporais causaram mais estragos no RS?
Os efeitos mais severos foram registrados no Oeste, Centro e Vale do Taquari.
- Uruguaiana: ventos acima de 80 km/h, destelhamentos e até uma piscina arremessada de um prédio
- Alegrete: estruturas metálicas arrancadas e lançadas em vias públicas
- Restinga Seca: queda de árvores e bloqueio de rodovia
- Lajeado: rajadas de até 107 km/h e mais de 10 mil imóveis sem energia
- Passo Fundo: árvore caiu sobre ônibus e carro, bloqueando avenida
Em Porto Alegre, as rajadas chegaram a 91 km/h na zona Sul, com registro de raios e chuva intensa no início da noite.
Por que o ciclone causou tanto impacto mesmo longe do RS?
Em nossas apurações, o que chama atenção é que o centro do ciclone permanece sobre o oceano, o que reduz o risco de ventos extremos diretos no continente.
O problema está na linha de instabilidade associada à ciclogênese, que atravessou o Uruguai e o Rio Grande do Sul com forte calor prévio — condição ideal para temporais severos.
O que esperar do tempo neste domingo e segunda?
O domingo (22) ainda será de instabilidade em grande parte do estado, mas com menor intensidade.
- Chuva em várias regiões, especialmente pela manhã
- Períodos de sol entre nuvens
- Temperaturas mais amenas
Já a segunda-feira acende um alerta importante.
Quem acompanha o comportamento desses sistemas sabe que a combinação de frente fria com baixa pressão sobre o estado pode reacender o risco de temporais fortes a intensos.
Calor extremo ajudou a potencializar os temporais
Antes da chegada das instabilidades, o estado enfrentava calor intenso, com máximas próximas dos 40ºC em diversas cidades.
Esse contraste térmico foi decisivo para a formação de tempestades mais violentas, com vento forte e grande volume de chuva em curto período.
Resumo Rápido
P: O ciclone vai atingir diretamente o RS?
R: Não. O centro permanece no oceano, mas seus efeitos já impactam o estado.
P: O pior já passou?
R: Parcialmente. O risco diminui no domingo, mas volta a aumentar na segunda.
P: Qual o principal risco agora?
R: Novos temporais com chuva intensa e rajadas de vento.




















