Ciclone bomba se forma na costa da Argentina e deve provocar ventos fortes, frio e ressaca no Sul do Brasil nos próximos dias.
Formação do ciclone bomba na América do Sul
O sistema começa como uma área de baixa pressão que avança do Pacífico Sul e se intensifica no litoral da Argentina.
Entre quinta (7) e sexta (8), ocorre a ciclogênese explosiva, quando a pressão atmosférica despenca rapidamente.
Dados técnicos da intensificação
Quinta-feira: 991 hPa
Sexta-feira: 967 hPa
Queda: 24 hPa em 24h (critério de ciclone bomba)
Trajetória e intensidade do sistema
O ciclone se mantém próximo à costa da Argentina até sexta e depois se desloca para o oceano.
Em mar aberto, os ventos podem atingir 170 km/h a 180 km/h.
Impactos no Brasil começam antes da chegada da frente fria
Mesmo sem atingir diretamente o país, o sistema influencia o clima em diversas regiões.
1. Vento Norte quente e forte
Na quinta-feira, o RS pode registrar rajadas entre 70 km/h e 90 km/h.
Esse vento é quente e seco, elevando as temperaturas antes da mudança do tempo.
2. Frente fria com tempestades severas
A frente fria entra pelo Oeste do RS na noite de quinta.
Há risco de chuva forte, temporais e vendavais acima de 100 km/h.
3. Queda brusca de temperatura
Entre sexta e sábado, uma massa de ar frio derruba as temperaturas no Sul.
Há possibilidade de geada e marcas abaixo de 0°C em algumas áreas.
4. Ressaca do mar
O ciclone gera forte agitação marítima no Sul e Sudeste.
O litoral gaúcho deve ter ressaca e ondas elevadas no fim de semana.
O que é um ciclone bomba
É um sistema de baixa pressão que se intensifica rapidamente.
Para ser classificado assim, precisa ter queda mínima de 24 hPa em 24 horas.
📌 Direto ao ponto
- Fenômeno: ciclone bomba
- Ventos: até 180 km/h no oceano
- No RS: rajadas até 90 km/h
- Riscos: temporais, frio e ressaca
- Período crítico: quinta a sábado


















