Ciclone bomba terá ventos de até 180 km/h no mar e coloca litoral do RS em alerta

Um ciclone bomba se forma nesta sexta-feira (8) no Atlântico Sul e deve provocar vento forte, mar agitado e ressaca no Rio Grande do Sul durante o fim de semana….
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Foto: Rogério Reinheimer Bernardes - Litoralmania

Um ciclone bomba se forma nesta sexta-feira (8) no Atlântico Sul e deve provocar vento forte, mar agitado e ressaca no Rio Grande do Sul durante o fim de semana.

Ciclone bomba se intensifica rapidamente no Atlântico Sul

Segundo a MetSul Meteorologia, o ciclone extratropical se desenvolve a Leste da Argentina e passará por um processo de intensificação extremamente rápida ao longo desta sexta-feira.

O fenômeno é chamado de ciclogênese explosiva, quando ocorre uma queda brusca da pressão atmosférica no centro do sistema meteorológico.

Para ser classificado como ciclone bomba, a pressão precisa cair ao menos 24 hectopascais (hPa) em 24 horas, exatamente o cenário projetado pelos modelos meteorológicos.

Ventos podem chegar a 180 km/h em mar aberto

Os modelos indicam que o ciclone alcançará enorme intensidade sobre o Oceano Atlântico entre sábado (9) e domingo (10).

Em mar aberto, longe do continente, as rajadas podem atingir impressionantes 170 km/h a 180 km/h.

Apesar da força extrema sobre o oceano, o centro do sistema não deve avançar sobre o Brasil.

Mesmo distante, o ciclone terá reflexos diretos no Rio Grande do Sul, principalmente no litoral e áreas próximas da Lagoa dos Patos.

Onde o vento será mais forte no RS

As rajadas mais intensas devem atingir o Sul e o Leste do estado.

As projeções apontam vento entre 50 km/h e 70 km/h em diversas cidades gaúchas.

Na faixa costeira e no entorno da Lagoa dos Patos, as rajadas podem variar de 70 km/h a 90 km/h.

Porto Alegre terá vento forte nesta sexta

Na capital gaúcha, o período mais crítico deve ocorrer entre a manhã e o meio da tarde desta sexta-feira.

As rajadas devem oscilar entre 50 km/h e 60 km/h na maior parte da cidade.

Próximo ao Guaíba e em áreas com influência da topografia, o vento pode alcançar 70 km/h a 80 km/h.

Ciclone bomba provoca ressaca no litoral gaúcho

O fenômeno também deve gerar forte agitação marítima no Atlântico Sul.

O enorme campo de vento sobre o oceano criará um significativo swell, elevando as ondas no litoral do Sul do Brasil.

Em mar aberto, modelos indicam ondas superiores a 10 metros ao largo da Argentina.

Quando a ressaca atinge o litoral do RS

A agitação marítima aumenta entre domingo (10) e terça-feira (12).

As maiores ondas são esperadas entre segunda-feira (11) e o começo da terça.

A tendência é de ressaca tanto no Litoral Sul quanto no Litoral Norte gaúcho.

O trecho do Hermenegildo aparece como uma das áreas com maior potencial de impacto marítimo.

Impactos no Litoral Norte do RS

No Litoral Norte, cidades como Tramandaí, Capão da Canoa, Torres, Imbé e Xangri-Lá podem enfrentar períodos de vento moderado a forte e aumento da agitação do mar.

Pescadores, navegadores e praticantes de esportes náuticos devem redobrar a atenção entre domingo e terça.

Também há possibilidade de areia sobre pistas em trechos próximos da orla, além de reflexos em estruturas costeiras e quiosques à beira-mar.

O que é um ciclone bomba

O ciclone bomba é um sistema de baixa pressão atmosférica que se intensifica rapidamente.

O processo ocorre quando massas de ar frio encontram ar quente e úmido sobre o oceano.

Esse contraste térmico injeta grande quantidade de energia na atmosfera, acelerando a formação do ciclone.

No Atlântico Sul, esse tipo de fenômeno é mais frequente durante os meses frios, quando as diferenças de temperatura são maiores.

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Direto ao ponto

  • Ciclone bomba se forma nesta sexta-feira (8) no Atlântico Sul
  • Rajadas podem chegar a 90 km/h no litoral gaúcho
  • Ondas em mar aberto podem superar 10 metros
  • Ressaca deve atingir o RS entre domingo e terça-feira
  • Litoral Sul e Lagoa dos Patos terão os maiores impactos
Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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