O avanço de um ciclone atípico no Atlântico Sul combinado com a atuação de um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN) muda o cenário do tempo no Brasil neste fim de março.
Em nossas apurações, o comportamento do sistema chama atenção por fugir do padrão comum: o ciclone se desloca do mar em direção ao continente — algo raro na região.
Por que este ciclone é considerado atípico?
O sistema apresenta duas características incomuns que colocaram meteorologistas em alerta:
- Trajetória invertida: deslocamento de Leste para Oeste, em direção à costa
- Estrutura diferenciada: possível núcleo quente, sem ligação com frente fria
Apesar disso, o sistema não deve atingir o continente com força e tende a se dissipar antes de chegar à costa do Sul do Brasil.
Há risco para o Rio Grande do Sul?
O impacto direto em terra é limitado. O que vimos na prática foi um cenário de vento intenso restrito ao mar aberto, com rajadas entre 70 km/h e 90 km/h.
Em solo gaúcho, o dia será marcado por sol entre nuvens e calor, com possibilidade de garoa isolada no Leste, incluindo a região da Grande Porto Alegre.
Calor segue forte no Oeste gaúcho
Quem acompanha esse padrão climático sabe: a massa de ar quente ainda domina o Estado.
- Oeste do RS: temperaturas entre 35ºC e 38ºC
- Leste do RS: marcas entre 28ºC e 31ºC
O contraste térmico reforça a instabilidade em outras regiões do país.
VCAN aumenta risco de temporais no Sul e Sudeste
Outro fator decisivo é o avanço do VCAN, que deve provocar chuva irregular e episódios de tempo severo.
Há previsão de:
- Chuva forte a intensa em Santa Catarina e Paraná
- Temporais isolados com granizo e vento forte
- Instabilidade no Sudeste, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais
Resumo Rápido
P: O ciclone vai atingir o Brasil?
R: Não diretamente. Deve perder força antes de chegar à costa.
P: Onde há maior risco?
R: Sul e Sudeste, com temporais isolados e chuva forte.
P: O calor continua?
R: Sim, principalmente no Oeste do Rio Grande do Sul.





















