Chuva intensa no RS preocupa no Natal e coloca diversas regiões em alerta
Chuva intensa no RS segue provocando apreensão neste Natal. A MetSul Meteorologia alerta que a instabilidade atmosférica permanece ativa ao longo da tarde e da noite desta quinta-feira (25), favorecendo novos episódios de precipitação forte a muito intensa em curto intervalo de tempo.
Os volumes podem ser elevados o suficiente para causar alagamentos urbanos, inundações repentinas e enxurradas em diferentes municípios.
As áreas mais vulneráveis estão localizadas do Centro ao Norte do Rio Grande do Sul, onde os acumulados previstos variam entre 50 mm e 100 mm, com registros isolados ainda mais altos. Em locais onde o solo já se encontra encharcado, o risco de transtornos cresce de forma significativa.
Regiões mais atingidas pela chuva intensa no RS
Centro, Serra, Vales e Grande Porto Alegre no radar
De acordo com a MetSul, a chuva intensa no RS deve atingir com mais força regiões do Centro gaúcho, Planalto, Vales, Serra, Litoral Norte e Grande Porto Alegre durante a segunda metade do dia.
A situação tende a se agravar especialmente no Centro do estado, onde já houve volumes expressivos nas primeiras horas do Natal.
Em diversos municípios dessa região, o acumulado diário pode ultrapassar 100 mm e, em alguns pontos, chegar a 200 mm, elevando o risco de ocorrências como:
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Alagamentos em áreas urbanas
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Inundações repentinas
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Enxurradas em bairros e áreas rurais
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Elevação rápida de arroios, córregos e rios
Chuva mais isolada no Oeste e Sul, mas risco não está descartado
No Oeste e no Sul do Rio Grande do Sul, a chuva tende a ocorrer de forma mais localizada.
Ainda assim, os meteorologistas não descartam episódios pontuais de chuva forte e temporais isolados, sobretudo entre a tarde e a noite, o que exige atenção redobrada da população.
Volumes extremos já causam transtornos no interior do RS
Acumulados passam de 150 mm em apenas 12 horas
A madrugada e a manhã do Natal foram marcadas por chuva excessiva em várias cidades do interior gaúcho.
Em apenas 12 horas, alguns municípios registraram volumes comparáveis à média de todo um mês.
Entre os maiores acumulados registrados entre 0h e 12h, destacam-se:
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Tupanciretã: 155 mm
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Faxinal do Soturno: 128 mm
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Agudo: 127 mm
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São Martinho da Serra: 124 mm
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Itaara: 120 mm
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Santa Maria: 117 mm
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Jari: 114 mm
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Passa Sete: 112 mm
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Silveira Martins: 111 mm
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Lagoa Bonita do Sul: 110 mm
Outras cidades também tiveram volumes expressivos, como Sobradinho, Restinga Seca, São Borja, Bossoroca e Santiago, reforçando o cenário de alerta em toda a Região Central.
Estradas bloqueadas, ruas alagadas e rios em elevação
A chuva intensa no RS já provocou diversos transtornos em municípios da Região Central. Em Faxinal do Soturno, a ERS-348 foi totalmente bloqueada após o Arroio Guarda Mor transbordar e cobrir a pista, interrompendo o tráfego.
Em São João do Polêsine, especialmente no distrito de Vale Vêneto, riachos transbordaram e a água invadiu pátios de residências, gerando apreensão entre moradores da Linha da Glória.
Na região de Dona Francisca, a estrada do Formoso ficou praticamente interditada, enquanto em Agudo, motoristas precisaram redobrar a atenção devido à lâmina d’água sobre desvios rodoviários.
Já em Nova Palma, a comunidade da Salete registrou danos, e o Arroio Portela preocupa autoridades locais devido ao rápido aumento do nível. Em Santa Maria, a Estrada dos Fontana, na localidade de Três Barras, voltou a ser bloqueada pela água.
Instabilidade deve persistir até o fim de semana
A MetSul reforça que o cenário de instabilidade não se encerra no Natal. A previsão indica que novos episódios de chuva forte a intensa devem ocorrer ao menos até domingo, mantendo elevado o risco de alagamentos, enxurradas e cheias rápidas de cursos d’água em várias regiões do estado.
Por que está chovendo tanto no Rio Grande do Sul?
Rio atmosférico explica volumes extremos
A explicação para tanta chuva está na atuação de um rio atmosférico sobre o Rio Grande do Sul pelo quinto dia consecutivo. Esse fenômeno transporta grandes quantidades de umidade da região amazônica diretamente para o Sul do Brasil.
O sistema é reforçado por um bloqueio atmosférico associado a um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN) posicionado sobre o Centro do país, impedindo o deslocamento normal das áreas de instabilidade.
Os rios atmosféricos — também chamados de “rios voadores” — são faixas estreitas e extensas de ar extremamente úmido, capazes de provocar chuvas volumosas e persistentes. Em pontos do Noroeste gaúcho, o acumulado desde domingo já chega a 300 mm, valor considerado excepcional.




















