Caso da mala: identidade da vítima é revelada após exame de DNA

Caso da mala: a Polícia detecta por DNA quem é a mulher esquartejada em Porto Alegre: trata-se de Brasília Costa, conhecida como Bia, 65 anos, natural de Arroio Grande. Caso…
Caso da mala: identidade da vítima é revelada após exame de DNA

Caso da mala: a Polícia detecta por DNA quem é a mulher esquartejada em Porto Alegre: trata-se de Brasília Costa, conhecida como Bia, 65 anos, natural de Arroio Grande.

Caso da mala: entenda

A confirmação foi realizada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) por meio de comparativo genético com familiares da vítima, após partes de seu corpo terem sido encontradas em diferentes pontos da Capital gaúcha.

Brasília residia na zona norte de Porto Alegre e trabalhava como manicure.

Segundo a polícia, ela mantinha uma vida tranquila e não tinha inimigos aparentes.

A vítima havia iniciado um relacionamento com Ricardo Jardim há cerca de cinco a seis meses, período em que ambos moravam em uma pousada da cidade.

Suspeito com histórico criminal

O principal suspeito do crime, Ricardo Jardim, 66 anos, foi preso preventivamente na última quinta-feira (4).

Jardim já havia sido condenado em 2018 a 28 anos de prisão pelo assassinato da própria mãe, cujo corpo foi concretado dentro do apartamento onde a idosa vivia, no bairro Mont’Serrat.

Após progredir para um regime mais brando, ele passou a ser considerado foragido no início deste ano.

A polícia acredita que Jardim planejou o crime contra Brasília no quarto da pousada onde residiam.

Exames de DNA e perícia

A perícia genética confirmou que o tronco humano encontrado em uma mala no guarda-volumes da rodoviária em 20 de agosto pertence à mesma vítima cujas outras partes foram localizadas em sacos plásticos no bairro Santo Antônio.

Além disso, a presença do DNA de Jardim nos sacos plásticos reforçou sua participação no crime.

O caso é investigado como feminicídio com motivação financeira.

Novos fragmentos encontrados

No sábado (6), uma perna foi localizada flutuando no Guaíba, no bairro Ipanema, e no domingo (7), outros fragmentos — incluindo parte da perna e um pé — foram encontrados na área do Pontal.

A polícia suspeita que esses fragmentos pertençam à mesma vítima, mas a confirmação depende de novos exames genéticos.

O crânio da vítima ainda não foi localizado, e acredita-se que o suspeito poderia tentar dispersá-lo em outro ponto da cidade.

Versão do suspeito e investigação

Após a prisão, Jardim alegou que Brasília teria sofrido um mal súbito.

Entretanto, para a polícia, o crime foi premeditado:

“Ele planejou o homicídio, preparou o quarto da pousada com lonas e fitas, matou a vítima e esquartejou o corpo, descartando partes em diferentes locais da cidade”, afirmou o delegado Mario Souza, diretor do DHPP.

Procedimentos periciais adicionais

O IGP coletou vestígios biológicos nos sacos de lixo utilizados para descartar os remanescentes humanos.

Os exames permitiram a extração do perfil genético da vítima e de um segundo perfil, compatível com Jardim.

Esse “match” foi essencial para a polícia.

O processo segue com novas análises laboratoriais, aguardando que todas as partes do corpo sejam reunidas para determinar a causa exata da morte, que pode envolver sedativos ou sufocamento.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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