Casal é suspeito de espancar bebê em Imbé
Um casal é investigado pela Polícia Civil sob suspeita de espancar o filho de apenas dois meses no município de Imbé, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Apesar da gravidade do caso, os dois respondem em liberdade.
A vítima segue internada em estado grave no Hospital da Criança Santo Antônio, em Porto Alegre.
Segundo informações médicas, o bebê sofreu múltiplas fraturas nos braços e pernas e existe o risco de que ele fique paralítico em decorrência das agressões.
Delegado confirma investigação avançada
O delegado Rodrigo Nunes, responsável pela investigação, confirmou que tanto o pai quanto a mãe são suspeitos de envolvimento nas agressões.
Ele afirmou que o inquérito policial está em fase avançada e deve ser concluído nos próximos dias.
“Para evitar qualquer prejuízo às investigações, não posso comentar detalhes neste momento”, declarou o delegado.
Conselho Tutelar acompanha o caso
O bebê foi inicialmente levado pelos pais à Policlínica de Imbé, enrolado em um cobertor.
Ao perceber a gravidade das lesões, os médicos acionaram o Conselho Tutelar, que assumiu a proteção da criança.
O menino sofreu fraturas compatíveis com agressões violentas.
A hipótese de uma doença genética conhecida como osteogênese imperfeita — popularmente chamada de “ossos de vidro” — chegou a ser considerada, mas foi descartada pelos médicos.
Atualmente, a guarda provisória da criança está com a avó paterna.
Segundo caso em menos de uma semana em Imbé
Este é o segundo caso de violência contra bebês em menos de uma semana em Imbé.
Na última sexta-feira (12), a Guarda Municipal prendeu uma mulher que confessou ter agredido a filha recém-nascida, de apenas 36 dias, no bairro Presidente.
A suspeita foi encaminhada à Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba (PEFG), onde permanece presa preventivamente.
Violência contra bebês preocupa autoridades
Casos como os registrados em Imbé reacendem o debate sobre a necessidade de ações preventivas, acompanhamento familiar e fortalecimento das políticas de proteção à infância.
Segundo especialistas, a violência doméstica contra crianças pequenas costuma acontecer em ambientes de vulnerabilidade social, mas também pode ocorrer em famílias sem histórico anterior de denúncias.
A Polícia Civil e o Conselho Tutelar seguem acompanhando os desdobramentos da investigação e reforçam que denúncias podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100 ou junto às autoridades locais.





















