Capão da Canoa aprova lei inédita no RS e proíbe cobrança de água por quarto em hotéis

A Câmara de Vereadores de Capão da Canoa aprovou uma lei inédita no Rio Grande do Sul que proíbe a cobrança de tarifa de água por unidade habitacional em hotéis…
Capão da Canoa aprova lei inédita no RS e proíbe cobrança de água por quarto em hotéis
Foto: Matheus Lentz

A Câmara de Vereadores de Capão da Canoa aprovou uma lei inédita no Rio Grande do Sul que proíbe a cobrança de tarifa de água por unidade habitacional em hotéis e pousadas.

A medida atinge diretamente o modelo adotado após a privatização do saneamento e estabelece que a cobrança deve seguir o consumo real de água, e não o número de quartos disponíveis.

O que muda na cobrança de água em hotéis?

Com a nova legislação, a prática de cobrar tarifas multiplicadas pelo número de quartos — mesmo vazios — deixa de ser permitida no município.

Na prática, o que passa a valer:

  • Cobrança baseada no consumo real
  • Fim da tarifação por “quarto vazio”
  • Padronização com categorias normais de uso

Quem acompanha o setor turístico sabe que esse modelo de cobrança vinha sendo apontado como um dos principais custos extras da hotelaria no litoral.

Por que a lei foi criada?

A proposta surgiu após reclamações recorrentes de empresários do setor, que relatavam aumentos expressivos nas contas de água.

Em nossas apurações, o que se repetia era um padrão: faturas que chegavam a triplicar devido ao cálculo baseado na quantidade de quartos.

A nova lei busca corrigir esse desequilíbrio e dar previsibilidade aos custos operacionais.

Quem articulou a mudança?

A base técnica da legislação foi desenvolvida por Matheus Junges, ex-diretor da Secretaria de Turismo do RS e presidente da AGADE.

Segundo ele, o modelo anterior penalizava o setor:

“A cobrança por quarto vazio é uma punição injusta ao empreendedor que investe e gera empregos”, afirmou.

No Legislativo, o projeto teve articulação do vereador Eduardo Lima (Podemos) e foi priorizado pelo presidente da Câmara, Alessandro Rei do Óleo (Podemos).

Qual o impacto imediato da nova lei?

A mudança cria um novo cenário para o turismo local e pode influenciar outras cidades.

  • Redução de custos para hotéis e pousadas
  • Mais previsibilidade financeira
  • Segurança jurídica contra mudanças tarifárias

O que vimos na prática foi a criação de um modelo que tende a ser replicado em municípios com forte atividade turística.

A medida pode se espalhar pelo RS?

Sim. A iniciativa já desperta interesse de outras prefeituras que analisam adotar o mesmo modelo.

A proposta é considerada “exportável” por ter uma base jurídica estruturada, o que facilita a replicação.

Esse movimento pode gerar um efeito em cadeia no estado.

Resumo Rápido

P: O que a lei faz?
R: Proíbe a cobrança de água por número de quartos em hotéis.

P: O que passa a valer?
R: Cobrança baseada no consumo real de água.

P: Pode valer em outras cidades?
R: Sim, o modelo já é analisado por outros municípios.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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