Campanha da vacinação contra a gripe entra na etapa final

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) conta com o apoio da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul para reforçar a importância da vacinação infantil contra a gripe. De…
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) conta com o apoio da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul para reforçar a importância da vacinação infantil contra a gripe. De acordo com o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações, até esta quinta-feira (17), já foram imunizadas cerca de 82 mil crianças, totalizando 41% da meta de cobertura no Estado.

Até o dia 25 de maio, crianças com idade entre seis meses e menores de dois anos poderão receber a vacina da influenza, que é aplicada em duas doses, com 30 dias de intervalo entre elas. Aquelas que já foram vacinadas no ano passado, recebem somente uma aplicação. É necessário a administração das duas doses para que o organismo produza o número suficiente de anticorpus para a proteção.

A criança com gripe tem maiores chances de desenvolver complicações respiratórias, como pneumonia bacteriana e bronquite. Em alguns casos, a gripe pode causar uma enfermidade grave resultando em internação hospitalar ou morte. Diminuindo os casos de gripe, consequentemente, diminuem os casos de pneumonia e também essas complicações.

De acordo com o Infectologista Pediátrico, Fabrizio Motta, um dos principais motivos pelo qual os pais não levam os filhos para serem vacinados é o medo de que a criança possa ficar gripada após a imunização. “A vacina não causa gripe e não oferece riscos pois não deixa o sistema imunológico mais fraco. Se a criança ficar gripada após a vacinação, por exemplo, é porque ela já estava com a doença em fase de incubação antes de receber a dose ou foi acometida por um outro tipo de vírus causador da gripe”, explica o médico, que trabalha no setor de Controle de Infecção do Hospital da Criança Santo Antônio da Santa Casa de Porto Alegre.

Todas as crianças podem e devem ser vacinadas, inclusive aquelas com doenças crônicas, visto que estas possuem o sistema imunológico mais vulnerável à doenças. Segundo Motta, a vacina é bastante segura e, a partir da terceira semana, já oferece um nível adequado de anticorpos que persiste por mais de seis meses no organismo da criança. Recomenda-se a imunização inclusive daqueles que tiveram a doença no ano passado, pois a gripe não torna o indivíduo imune ao vírus.

O risco de complicações decorrentes da aplicação, como infecções no local e alergia aos componentes da vacina, são raros. Não existem efeitos colaterais. O que pode ocorrer é dor no local da aplicação, mas raramente algum tipo de alergia. Motta alerta para que os pais de crianças alérgicas à proteína do ovo procurem um médico para avaliação, pois não existe contraindicação absoluta nesses casos.

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Além da vacina, que protege contra três tipos do vírus Influenza (entre eles o H1N1, causador da Gripe A) e outros dois tipos de gripe sazonais; é importante evitar o contato com pessoas doentes, sempre fazer a higienização das mãos, evitar o contato com olhos/nariz/boca, lugares fechados e aglomerações de pessoas. Os sintomas da gripe são bastante semelhantes entre os adultos e as crianças, em geral ocorrem febre, tosse, coriza, dor no corpo, dor nos olhos, podendo em alguns casos acontecer falta de ar.

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