Baleia jubarte encalhada foi encontrada morta na manhã desta terça-feira (05) na faixa de areia do Balneário São Jorge, em Arroio do Sal, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
O encalhe do animal mobilizou rapidamente bombeiros, policiais militares, moradores e pesquisadores, gerando comoção entre os presentes.
A baleia, identificada como um indivíduo jovem da espécie Megaptera novaeangliae, tinha aproximadamente um ano de idade e media cerca de 7,80 metros de comprimento.
No primeiro momento, circularam relatos indicando que o animal ainda estaria vivo e que uma corda de rede de pesca estaria presa à sua cauda, limitando seus movimentos e colocando sua sobrevivência em risco.
Porém, pouco tempo depois, a equipe do Ceclimar/UFRGS (Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos) confirmou a morte do animal no local.
De acordo com os especialistas, embora houvesse indícios de que havia cabos ou redes na cauda da jubarte, esses materiais já haviam sido retirados no momento da chegada dos pesquisadores.
A condição corporal debilitada da baleia indicava que ela já enfrentava dificuldades antes do encalhe.
Baleia jubarte encalhada
O encalhe aconteceu nas proximidades da Avenida Gramado, um dos acessos ao balneário.
A presença do animal morto chamou a atenção da comunidade, que prestou apoio às equipes técnicas e de resgate.
Encalhes de Jubartes no RS: Um Problema Recorrente
Este não é um caso isolado. O litoral gaúcho faz parte da rota migratória de baleias jubarte e outras espécies de cetáceos, o que torna a ocorrência de encalhes, tanto de animais vivos quanto mortos, uma realidade frequente entre os meses de junho e novembro.
De acordo com especialistas, os motivos dos encalhes são diversos e podem incluir emaranhamento em redes de pesca, doenças, colisões com embarcações, desorientação durante a migração, entre outros fatores.
A hipótese de que o animal tenha ficado preso em artefatos de pesca é consistente com o relato inicial e com outros casos semelhantes já documentados no estado.
Órgãos ambientais como o ICMBio, além de universidades e centros de pesquisa como o Ceclimar/UFRGS, têm atuado no monitoramento da fauna marinha e no resgate e análise de animais encalhados.



















