Água-viva: veja como tratar a queimadura e o que não fazer

Realizar os procedimentos corretos reduz a dor, a inflamação e o risco de complicações

O verão, com praias cheias, também aumenta os casos de queimaduras provocadas por água-viva. Além de dolorosas, elas exigem cuidados específicos para evitar complicações, e saber o que fazer — e o que não fazer — é fundamental. Segundo Rubens Santos, professor do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, a forma correta de agir pode reduzir dor, inflamação e risco de infecção.

“Quando a pessoa é atingida, o primeiro passo é não esfregar a região, pois isso pode espalhar os nematocistos, estruturas que liberam toxinas, aumentando a dor e o risco de lesão”, orienta. Ele explica que a água-viva pode causar desde pequenas queimaduras superficiais até reações mais graves, dependendo da espécie e da quantidade de toxina liberada.

“Conhecer os procedimentos corretos e agir rápido faz toda a diferença no tratamento de queimaduras por água-viva. Saber o que não fazer é tão importante quanto saber o que fazer”, ressalta o enfermeiro.

O que fazer em caso de queimadura por água-viva

O professor detalha os procedimentos imediatos recomendados: “O ideal é lavar a área afetada com água do mar, nunca água doce, que pode estimular a liberação de mais toxinas. Em seguida, remover tentáculos visíveis com cuidado, utilizando pinça ou luva, evitando o contato direto com a pele. Aplicar compressas frias ajuda a reduzir a dor e a inflamação, mas o uso de gelo diretamente sobre a pele queimada não é recomendado, pois pode causar queimaduras adicionais”.

Entre os cuidados a evitar, Rubens Santos cita práticas comuns que são prejudiciais: “Nunca passar urina, álcool, vinagre ou cremes caseiros, pois esses métodos podem agravar a queimadura ou causar reação química. Também não se deve coçar ou esfregar a área, mesmo que a coceira seja intensa”.

Sintomas intensos indicam a necessidade de atendimento médico (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)

Quando procurar atendimento médico

Em casos mais graves, o especialista alerta que é necessário buscar atendimento médico imediatamente. “Se houver dor intensa, vermelhidão extensa, dificuldade para respirar, náusea, tontura ou sinais de choque, a vítima deve ser levada a um serviço de saúde. Crianças, idosos e pessoas com condições crônicas precisam de atenção redobrada”.

Além do socorro imediato, o enfermeiro lembra que a prevenção é essencial: “Evitar tocar em água-viva, respeitar sinalizações de risco nas praias e usar roupas de proteção, como lycra ou roupas de neoprene, são formas de reduzir acidentes”.

Por Bianca Lodi Rieg

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