Capão da Canoa voltou ao centro das atenções após um acidente aéreo nesta sexta-feira (3), elevando para seis o número de ocorrências com aeronaves no Litoral Norte nos últimos 10 anos.
Segundo apurado pelo Litoralmania, o que chama atenção não é apenas a frequência dos registros, mas o padrão: a maioria envolve aeronaves de pequeno porte, muitas em operações privadas ou experimentais.
O que aconteceu no acidente mais recente em Capão da Canoa?

O caso mais grave ocorreu quando um monomotor modelo PA-46-350P caiu sobre um restaurante durante tentativa de decolagem.
Quatro pessoas morreram: os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o piloto Nelio Maria Batista Pessanha e o sócio Renan Saes.
Quais foram os outros acidentes no Litoral Norte?
Veja o histórico recente de ocorrências na região:
2024 – Capivari do Sul
Piloto agrícola morreu após colidir com antena durante pulverização e cair em propriedade rural.
2024 – Osório

Avião virou na pista do Aeroclube Albatroz após rajada de vento; ocupantes ficaram feridos sem gravidade.
2024 – Torres

Aeronave perdeu potência na decolagem e saiu da pista; ninguém se feriu, mas o aeroporto ficou fechado.
2018 – Osório

Piloto de planador morreu após tentativa de voo experimental; paraquedas não foi acionado a tempo. Sua última fonia foi: “a vista está maravilhosa aqui de cima”.
2016 – Osório

Planador caiu sobre casa durante treinamento, deixando três pessoas feridas, sendo uma em terra.
Por que tantos acidentes com aeronaves leves?
Quem acompanha esse setor sabe que a aviação geral — especialmente aeronaves leves e experimentais — depende diretamente de fatores como clima, manutenção e experiência operacional.
No Litoral Norte, a combinação de ventos fortes, pistas curtas e uso frequente para atividades específicas (como agricultura e paraquedismo) aumenta a exposição ao risco.
Resumo Rápido
P: Quantos acidentes ocorreram?
R: Seis registros no Litoral Norte em 10 anos.
P: Houve mortes?
R: Sim, em pelo menos três casos, incluindo o mais recente.
P: Qual o principal fator de risco?
R: Condições operacionais e uso de aeronaves leves em ambientes desafiadores.





















