A forte ressaca que atingiu o litoral gaúcho provocou destruição em Atlântida Sul, Capão da Canoa, Tramandaí e Cassino nas últimas 24 horas.
Ressaca derruba estruturas e provoca danos em Atlântida Sul
O prefeito de Osório, Romildo Bolzan Júnior, esteve na orla de Atlântida Sul na tarde desta quinta-feira (21) para verificar os estragos causados pela forte ressaca do mar.
A força das ondas atingiu diretamente estruturas da beira-mar e causou danos em diferentes pontos da orla.
Estruturas atingidas pela ressaca
- Parte do calçadão cedeu
- Quiosques ficaram ameaçados pelo avanço do mar
- Guaritas de salva-vidas ficaram dentro da água
- Passarelas de madeira foram destruídas parcialmente
- Pedras e estruturas foram arrastadas pela faixa de areia
Segundo a prefeitura, equipes da Secretaria de Obras e Saneamento devem iniciar o levantamento completo dos danos assim que o mar perder força.
O município também realizará o recolhimento de pedras, madeiras e materiais levados pelas ondas.
Capão da Canoa registra um dos cenários mais críticos

O caso mais grave da ressaca ocorreu no bairro Jardim Beira Mar, em Capão da Canoa.
O avanço contínuo das ondas destruiu completamente uma rua localizada próxima da faixa de areia.
Moradores acompanharam durante a madrugada o avanço acelerado da erosão costeira.
Em alguns pontos, o mar chegou perigosamente perto de imóveis e estruturas urbanas.
Hotel abandonado começou a desabar
A ressaca também atingiu um hotel desativado à beira-mar.
Parte da estrutura cedeu após sucessivos impactos das ondas e avanço da erosão.
Imagens registradas no local mostram áreas antes cobertas por areia completamente tomadas pela água.
Tramandaí teve áreas isoladas após avanço do mar
Em Tramandaí, a força da ressaca atingiu diferentes pontos da orla.
Ondas avançaram sobre estruturas próximas da Avenida da Igreja e causaram danos em áreas de circulação de pedestres.
Pontos atingidos em Tramandaí
- Passarelas de acesso à praia
- Trechos do calçadão
- Região de quiosques
- Áreas próximas ao mirante
As áreas entre as guaritas 145 e 146 precisaram ser isoladas preventivamente.
Equipes municipais atuaram ao longo do dia para minimizar riscos e impedir aproximação de moradores e turistas.
Imbé e Cidreira registraram mar extremamente agitado
Em Imbé, pescadores relataram ondas fortes e mar considerado perigoso durante a noite.
Já em Cidreira, a ressaca atingiu com violência o entorno do calçadão Kanitã.
O avanço do oceano reduziu significativamente a faixa de areia em alguns trechos da praia.
Mar avançou duas quadras no Cassino
No Litoral Sul, a Praia do Cassino, em Rio Grande, registrou uma das situações mais impressionantes da madrugada.
A água invadiu ruas e avenidas em praticamente toda a extensão urbana do balneário.
As áreas atingidas vão desde a região do ABC 9 até o bairro Querência.
Água ultrapassou dunas e entrou em vias urbanas
O pico da ressaca ocorreu por volta das 22h de quarta-feira (20).
Segundo a prefeitura, a água ultrapassou o cordão de dunas pelos acessos de veículos.
Em alguns pontos, o avanço do mar chegou a aproximadamente duas quadras continente adentro.
Na área central do Cassino, regiões próximas da Avenida Rio Grande ficaram tomadas pela água.
O que provocou a forte ressaca no litoral gaúcho
A agitação marítima começou ainda na terça-feira (19), mas ganhou força entre a madrugada e manhã desta quinta-feira.
O fenômeno é resultado da combinação de diferentes sistemas atmosféricos atuando sobre o Atlântico Sul.
Fatores que intensificaram a ressaca
- Atuação de ciclone em alto-mar
- Formação de swell marítimo
- Maré de tempestade
- Ventos persistentes sobre o oceano
- Ingresso de massa de ar polar
Segundo especialistas, o ciclone criou uma extensa área de ventos fortes no oceano, impulsionando ondas elevadas em direção à costa gaúcha.
Mar segue perigoso mesmo com redução gradual da ressaca
A tendência é de diminuição gradual da intensidade da ressaca entre o final desta quinta-feira e a sexta-feira (22).
Mesmo assim, o mar continuará agitado e ainda poderá provocar novos avanços sobre a faixa de areia.
Autoridades orientam moradores, pescadores e turistas a evitarem áreas próximas da água e estruturas atingidas pela erosão.
Análise do Editor: erosão costeira volta a pressionar infraestrutura do litoral gaúcho
Os estragos registrados em Atlântida Sul, Capão da Canoa, Tramandaí e Cassino expõem novamente a vulnerabilidade da infraestrutura costeira do Rio Grande do Sul diante de eventos extremos. O avanço do mar sobre calçadões, ruas e acessos turísticos atinge diretamente cidades que dependem do veraneio e da economia ligada à praia. Além do prejuízo estrutural, a erosão aumenta custos de manutenção urbana e pressiona municípios do Litoral Norte e Sul a ampliarem medidas de contenção e monitoramento costeiro.
Direto ao Ponto
- Atlântida Sul: calçadão e passarelas foram destruídos parcialmente
- Capão da Canoa: rua foi destruída pela erosão do mar
- Cassino: água avançou cerca de duas quadras
- Tramandaí: áreas da orla precisaram ser isoladas
- Causa: ciclone no Atlântico Sul intensificou a maré de tempestade




















