A rodovia Transcampesina, projetada para ligar a fronteira sul ao Litoral Sul gaúcho, avança com estudos técnicos após mais de uma década de articulação.
Rodovia Transcampesina deve conectar Campanha ao Porto do Rio Grande
O projeto da rodovia Transcampesina entrou em uma nova fase no Rio Grande do Sul. O contrato para elaboração dos estudos técnicos deve ser assinado nos próximos dias com financiamento do Fonplata, banco de desenvolvimento que participará da estruturação inicial da obra.
A futura ligação rodoviária possui estimativa de investimento de R$ 600 milhões e prevê cerca de 176 quilômetros de extensão.
A proposta é criar um novo corredor logístico entre municípios da Campanha gaúcha e o sistema rodoviário que leva ao Porto do Rio Grande, considerado um dos principais pontos de escoamento da produção do Sul do país.
Quais municípios serão conectados pela Transcampesina
O traçado previsto da rodovia deve integrar cidades estratégicas da fronteira sul e da região da Campanha.
Municípios contemplados
- Aceguá
- Hulha Negra
- Candiota
- Pinheiro Machado
- Pedras Altas
- Herval
A ligação ocorrerá principalmente com as BRs-153 e 293.
Atualmente, a BR-293 faz a conexão entre a Campanha, Pelotas e a região portuária do extremo sul gaúcho. Já a BR-153 funciona como eixo de integração com outras regiões do Brasil e também com o Uruguai.
Estudos técnicos terão prazo de 90 dias
Os estudos serão executados pela empresa Consenge Consultoria e Projetos de Engenharia.
Segundo o cronograma inicial, o prazo estimado para conclusão dessa etapa é de 90 dias.
Os levantamentos técnicos deverão definir:
- Traçado definitivo da rodovia
- Viabilidade econômica
- Impactos operacionais
- Custos detalhados
- Necessidades ambientais e estruturais
- Integração com estradas já existentes
Além disso, o projeto precisará mapear os pontos de conexão com vias secundárias hoje sem pavimentação.
Recursos iniciais já estão garantidos
Para os primeiros avanços da obra, o projeto já possui R$ 15,5 milhões assegurados no Orçamento da União.
Os recursos devem ser utilizados na estruturação do trecho inicial da rodovia e em etapas preparatórias ligadas à implantação da infraestrutura.
Projeto quer fortalecer produção agropecuária
Segundo o prefeito de Candiota e presidente do Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental dos Municípios da Bacia do Rio Jaguarão (Cideja), Luiz Carlos Folador, a rodovia deve funcionar como eixo coletor da produção regional.
A expectativa é facilitar o transporte de mercadorias produzidas em pequenas, médias e grandes propriedades rurais.
Setores que podem ser beneficiados
- Produção leiteira
- Setor de sementes
- Agroindústrias
- Serviços ligados ao agronegócio
- Logística de exportação
O projeto também prevê impacto sobre comunidades quilombolas, assentamentos da reforma agrária e agricultores familiares.
Segundo estimativas apresentadas pelo consórcio regional, cerca de 8 mil famílias devem ser beneficiadas diretamente.
O impacto indireto pode atingir aproximadamente 100 mil pessoas em municípios do sul, oeste e fronteira sudoeste do Estado.
Obras podem gerar empregos e novos empreendimentos
Durante a fase de construção, a expectativa é criação de um grande canteiro de obras com geração de empregos diretos e indiretos.
De acordo com Folador, a rodovia pode impulsionar a instalação de novas iniciativas industriais ligadas à vocação agropecuária regional.
O projeto também mira melhorias em serviços, habitação e expansão da atividade econômica nas cidades próximas ao traçado.
Direto ao Ponto
- Investimento previsto: R$ 600 milhões
- Extensão estimada: 176 quilômetros
- Estudos técnicos: prazo de 90 dias
- Famílias beneficiadas: cerca de 8 mil
- Recursos já garantidos: R$ 15,5 milhões




















