O Rio Grande do Sul registrou 5.661 mortes por influenza, pneumonia e coronavírus em 2025, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde.
Doenças respiratórias seguem avançando no Rio Grande do Sul
Os números do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, revelam um cenário preocupante no Estado.
Somente em 2025, foram contabilizados:
5.518 mortes por influenza e pneumonia
143 óbitos relacionados ao coronavírus
No Brasil, os registros ultrapassam 108 mil mortes, consolidando as doenças respiratórias como uma das maiores pressões sobre o sistema de saúde.
Falta de vacinas amplia preocupação no RS
Outro ponto citado por especialistas é a redução no envio de vacinas contra influenza e coronavírus.
A baixa disponibilidade de doses preocupa especialmente municípios do interior e do Litoral Norte, onde a circulação de turistas. Neste momento, por exemplo, cidades como Osório não tem vacinas à disposição.
Higienização das mãos ainda é uma das medidas mais eficazes
A infectologista Cláudia Vidal afirma que um gesto simples continua sendo decisivo no combate às infecções.
Segundo a especialista, lavar as mãos corretamente pode reduzir em até 40% o risco de doenças como:
- Gripe
- Diarreia
- Conjuntivite
- Hepatite A
- Catapora
Como ocorre a transmissão
Mãos contaminadas funcionam como vetores silenciosos.
O contato com superfícies infectadas e o toque em olhos, boca e nariz facilitam a disseminação de vírus e bactérias em escolas, hospitais, transporte coletivo e ambientes públicos.
Infecções hospitalares seguem como desafio global
As chamadas Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) continuam sendo um dos maiores problemas da saúde mundial.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que:
- Até 30% dos pacientes em UTIs podem ser afetados
- O risco em países pobres pode ser até 20 vezes maior
- Até 2050, o mundo pode registrar 3,5 milhões de mortes anuais relacionadas às IRAS
UTIs concentram maior incidência
Relatório da Anvisa aponta que as infecções de corrente sanguínea permanecem concentradas nas UTIs.
Os indicadores técnicos mostram:
- 3,5 casos por mil cateteres venosos centrais/dia em UTIs
- 6,1 casos em UTIs neonatais
- 9,4 casos de pneumonia associada à ventilação mecânica por mil ventilação mecânica/dia
Uso inadequado de antibióticos aumenta risco
A resistência bacteriana aparece entre os maiores desafios dos próximos anos.
Segundo a OMS, até 10 milhões de pessoas podem morrer anualmente até 2050 em decorrência de infecções resistentes a antibióticos.
Hospitais ainda enfrentam falhas no controle
Dados da Anvisa mostram que apenas 52,7% das instituições analisadas possuem Programa de Gerenciamento de Antimicrobianos.
Nas UTIs adultas, cerca de 95,6% das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar monitoram o uso de antibióticos.
Já nas UTIs pediátricas, esse índice é de 82,8%.
Impacto financeiro também preocupa
Além do impacto na saúde pública, as infecções elevam os custos hospitalares.
No Brasil, pacientes infectados podem gerar despesas até 55% maiores.
Nos Estados Unidos, os custos ultrapassam US$ 40 bilhões por ano. Na Europa, passam de € 7 bilhões anuais.
ANÁLISE DO EDITOR (Insight Regional)
O avanço das doenças respiratórias em 2026 ocorre em um momento que será de queda de temperaturas no Rio Grande do Sul, cenário que historicamente aumenta a pressão sobre hospitais do Litoral Norte e da Região Metropolitana.
Municípios turísticos enfrentam desafio adicional devido à circulação intensa de moradores e visitantes.
A combinação entre baixa vacinação (está em falta), circulação viral elevada e superlotação hospitalar pode impactar diretamente serviços de emergência e UTIs regionais.
📌 DIRETO AO PONTO
- ⚠️ RS registra 5.661 mortes por influenza, pneumonia e coronavírus em 2025
- 🦠 Brasil ultrapassa 108 mil óbitos por doenças respiratórias
- 🧼 Lavar as mãos pode reduzir infecções em até 40%
- 🏥 Infecções hospitalares seguem altas em UTIs
- 💊 Resistência a antibióticos preocupa especialistas e OMS





















