Prato de R$ 24 trava obra da Havan e levanta debate sobre burocracia
O empresário Luciano Hang destaca que um simples prato de cerâmica, avaliado em cerca de R$ 24, interrompeu por 150 dias a construção de uma unidade da Havan em Rio Grande, no Litoral Sul do Rio Grande do Sul.
A peça foi inicialmente interpretada como um possível artefato indígena, o que acionou protocolos de preservação patrimonial e levou à paralisação da obra.
O que aconteceu e por que a obra foi paralisada
Durante as escavações, trabalhadores encontraram um prato de cerâmica no terreno, exigindo análise do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O impasse
- A obra foi suspensa por aproximadamente 150 dias
- Especialistas analisaram o objeto encontrado
- Somente após verificação foi liberada a continuidade
No fim, constatou-se que o item era um prato comum da marca Oxford, vendido no varejo.
Segundo Hang, cada unidade da Havan exige investimentos próximos de R$ 100 milhões. A paralisação gerou atrasos no cronograma e aumento indireto de custos.
“Atrasômetro” e crítica à burocracia
Em outubro de 2019, o empresário instalou um “atrasômetro” no local, marcando os dias em que a obra ficou parada.
Para ele, o episódio ilustra como processos burocráticos podem afetar investimentos no país.
Desfecho: obra liberada e loja inaugurada
Após a comprovação de que o objeto não possuía valor arqueológico, a construção foi retomada. A unidade — a 162ª da rede — acabou inaugurada em 29 de julho de 2021.
Em resumo
Por que a obra foi interrompida?
Porque um objeto encontrado foi inicialmente tratado como possível artefato arqueológico.
Quanto tempo durou a paralisação?
Cerca de 150 dias.
O que era o objeto afinal?
Um prato comum de cerâmica vendido no varejo.





















