O projeto da usina térmica em Rio Grande, no Litoral Sul, liderado pelo grupo espanhol Cobra, voltou ao radar após uma vitória judicial, mas ainda enfrenta etapas decisivas antes de sair do papel.
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) confirmou que a licença de instalação segue válida até fevereiro de 2027. No entanto, o documento precisará ser renovado, mesmo sem solicitação formal até o momento.
O que está liberado no projeto da usina em Rio Grande?
A licença atual autoriza a construção de um complexo energético robusto, incluindo:
Usina térmica a gás natural
Terminal de regaseificação
Infraestrutura logística associada
Com capacidade prevista de 1.280 MW, o empreendimento é considerado estratégico para a matriz energética do Sul do país.
Por que o projeto ainda não começou?
Apesar da decisão judicial favorável, há um ponto crítico: a transferência do projeto para o grupo Cobra ainda precisa de aval da Aneel.
Esse processo sequer foi iniciado, o que trava qualquer avanço mais concreto no cronograma.
Em nossas apurações, fontes do setor indicam que esse tipo de análise pode levar meses — ou até mais — dependendo da complexidade regulatória.
Qual o impacto econômico para Rio Grande?
A região do litoral sul do Estado acompanha o caso com expectativa crescente. O projeto surge como uma possível resposta à crise do polo naval, que há anos enfrenta queda de atividade.
Quem acompanha esse setor sabe: grandes obras de energia costumam gerar um efeito cascata, com:
- Geração de empregos diretos e indiretos
- Movimentação da cadeia logística
- Aumento da arrecadação local
O que pode acontecer nos próximos meses?
O cenário ainda está em aberto. Há três pontos-chave que devem definir o futuro do projeto:
- Pedido de renovação da licença ambiental
- Análise da Aneel sobre a transferência
- Revisão dos valores de investimento, que já podem superar os R$ 6 bilhões iniciais
Resumo Rápido
P: A usina já pode ser construída?
R: Ainda não. Falta aval da Aneel e renovação futura da licença.
P: A licença ambiental já venceu?
R: Não. Ela vale até fevereiro de 2027.
P: O investimento pode aumentar?
R: Sim. O valor inicial de R$ 6 bilhões já pode estar defasado.





















