O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou um médico do trabalho, de 60 anos, por duas tentativas de homicídio doloso contra idosos, incluindo o próprio irmão, em Presidente Lucena, no Vale do Sinos.
Os fatos ocorreram no dia 3 de março e, segundo o MP, apresentam indícios de conduta intencional. Em nossas apurações, o que chama atenção é a sequência dos घटनs: antes dos crimes contra o familiar, o investigado já teria protagonizado uma série de atropelamentos.
O que aconteceu em Presidente Lucena?
De acordo com a denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça de Ivoti, no dia 17 de março, o médico atropelou uma pessoa idosa enquanto se deslocava até a casa do irmão.
Na sequência, já no local, tentou matar o próprio irmão com golpes de pauladas.
Os dois casos foram enquadrados como tentativas de homicídio doloso, com agravantes:
- Parentesco direto entre autor e vítima
- Vítimas com idade avançada
O Ministério Público também solicitou:
- Comunicação ao Conselho Regional de Medicina (CRM)
- Possível suspensão do exercício profissional
- Instalação de incidente de insanidade mental (já autorizado pela Justiça)
Por que os casos podem ir a júri popular?
Os crimes foram classificados como dolosos contra a vida, o que leva automaticamente à competência do Tribunal do Júri.
Esse tipo de julgamento ocorre quando há indícios de intenção de matar, cabendo à sociedade, por meio de jurados, decidir o destino do réu.
E os atropelamentos em Novo Hamburgo?
Antes dos episódios em Presidente Lucena, o médico é investigado por cinco tentativas de homicídio em Novo Hamburgo, também no dia 3 de março.
Segundo o Ministério Público:
- As vítimas relatam que os atropelamentos foram intencionais
- Imagens anexadas ao inquérito reforçam essa versão
- A polícia já classificou os դեպitos como homicídio doloso tentado
A 3ª Promotoria Criminal solicitou que o caso seja redistribuído para uma vara com competência em crimes contra a vida — passo necessário para que também vá ao Tribunal do Júri.
O que pode acontecer agora?
Com a denúncia aceita, o processo entra na fase judicial. O investigado pode:
- Virar réu formalmente
- Passar por avaliação psiquiátrica
- Ser julgado por júri popular
Quem acompanha esse tipo de caso sabe: a confirmação de dolo é o ponto-chave que define o rumo do processo e o tempo de pena.
Resumo Rápido
P: O que o médico fez?
R: É acusado de duas tentativas de homicídio em Presidente Lucena e cinco em Novo Hamburgo.
P: Por que o caso é grave?
R: Envolve idosos, familiar direto e indícios de ações deliberadas.
P: O que acontece agora?
R: O caso pode ir a júri popular e o investigado passará por avaliação mental.





















